Leka e Kaverna

Thursday, February 28, 2008

Desses depoimentos que faz chorar...

Olha aí, que coisa linda esse depoimento que recebi no orkut de uma ex-aluna de Minaçu chamada Ana Flávia... queria tanto poder abraçá-la...

"Ela mostra a língua, mostra o dedo, fala palavrão. Ela te protege, te faz RIR, e te entende. Ela fala UM MONTE de besteira e ADORA quando a escutam. Sabe amar, sabe ser AMIGA, sabe ser de tudo um pouco. Não é através de palavras que expressa o seu amor, ela diz que a verdade está nas ações. Gosta de vodka, caipirinha, wisk.. tem alcool? Ela bebe. Ela é MALUCA, mas com o tempo a gente se acostuma. Tem um coração enorme. Gosta de ajudar. Nunca age com a razão, sempre com o coração. Ela vive pra ser FELIZ e NÃO pra ser normal..!!!

bjus
Linda Leka........."

Sunday, February 24, 2008

A Lenda do Pequi



(Engraçado, eu odiava pequi, não suportava nem o cheiro, mas quando engravidei, há quase 10 anos atrás, meu primeiro desejo de grávida foi comer pequi!!! E hoje eu amo!!! Hehehehehehe, vai entender... ah, e essa lenda eu estava devendo pra minha turma de teatro da UFU, desde o passeio ao Rio de Janeiro ano passado...)


Tainá-racan tinha os olhos cor de noite estrelada. Seus cabelos desciam pelas espáduas com um tufo de seda negra e luzidia. O andar era elegante, cadenciado, macio como o de uma deusa passeando, flor entre flores, no seio da mata. Maluá botou os olhos em Tainá-racan e o coração saltou, louco e fogoso, no peito do jovem e formoso guerreiro. "Ela é mesmo linda como a estrela da manhã. Quero-a para minha esposa. Hei de amá-la enquanto durar a minha vida!"

Doce foi o encontro e, juntos e casados, a vida dos dois era bela e alegre com o ipê florido. De madrugada, Maulá saía para a caça e para a pesca, enquanto a esposa tecia os colares, as esteiras, moqueava o peixe, preparando o calugi para ofertar ao amado, quando ele chegasse com o cesto às costas, carregado de peixe e frutas, as mais viçosas, para oferecer-lhe.

O tempo foi passando, passando. No enlevo do amor, eles não perceberam quantas vezes a lua viajou pela arcada azul do céu, quantas vezes o sol veio e se escondeu na sua casa do horizonte. Floriram os ipês. Caíram as flores. Amareleceram as folhas, que o vento levava em loucas revoadas pelos campos. Os vermelhos cajus arcavam de fartura e beleza os galhos dos cajueiros. As castanhas escondiam-se no seio da terra boa. Rebentavam-se em brotos, e novos cajueiros despontavam. As cigarras enchiam as matas com sua forte sinfonia e sua vida evolava-se, aos poucos, em cada nota de seu canto. Nascimentos, mortes, transformações e os dias andando, andando.

Após três anos de casamento, numa noite bonita, em que o rio era um calmo dorso de prata à luz do luar e os bichos noturnos cantavam fundas tristezas e medos, Maluá encostou a cabeça no peito de Tainá-racan e apertou-a com ternura. No olhar de ambos, há muito, havia uma sombra. Nenhum deles tinha a coragem de falar. Uma palavra de mágoa, temiam, poderia quebrar o encanto de seu amor. A beleza da noite estremecia o coração sensível de Tainá-racan. Ela ajuntou a alma dos lábios e perguntou com voz trêmula, em sussurro:

-Estás triste, amado meu? Nem é preciso que respondas. Há tempo vejo uma sombra nos teus olhos.

-Sim, respondeu o valente guerreiro. Tu sabes que eu estou triste e tu também estás. A dor é a mesma.

-Onde está nosso filho que Cananxiué não quer mandar?

-Sim, onde está nosso filho?...

Maluá alisou com carinho o ventre da formosa esposa. "E o nosso filho não vem", murmurou. Dois pequeninos rios de lágrimas deslizaram pelas faces coradas de Tainá-racan. Um vento forte perpassou pela floresta. Uma nuvem escura cobriu a lua, que não mais tornava de prata as águas mansas do rio. Trovões reboaram ao longe. Maluá envolveu Tainá-racan nos braços e amou-a. "Nosso filho virá, sim. Cananxiué no-lo mandará".

Quando os ipês voltaram a florir, no ano seguinte, numa madrugada alegre, nasceu Uadi, o Arco-Íris. Era lindo, gordinho, tinha os olhos cor de noite estrelada como os da mãe e era forte como o pai. Mas, havia nele algo diferente, algo que espantou o pai, a mãe, a tribo inteira: Uadi tinha os cabelos dourados como as flores do ipê. Maluá recebeu o nascimento do filho como um presente de Cananxiué. Seu coração, contudo, estremeceu com a singularidade dele. Começou a espalhar pelo tribo a lenda de que o menino era filho de Cananxiué. O menino crescia cheio de encanto, alegria e de uma inteligência incomum. Fascinava a mãe, o pai, a aldeia, a tribo toda. Com rapidez incrível aprendeu o nome das coisas e dos bichos. Sabia cantar as baladas tristes e alegres que a mãe ensinava. Era a alegria e a festa da mãe, do pai, da tribo.

Um dia, Maluá, com outros guerreiros, foi chamado para a luta. Os olhos pretos de Tainá-racan encheram-se de lágrimas. O rostinho vivo de Uadi se ensombreceu. À despedida, seus bracinhos agarram-se ao pescoço do pai e ele falou: "Papai, vou-me embora para a noite, depois, chegarei à casa de Tainá-racan, a mãe, lá no céu". E seu dedinho róseo apontou o horizonte. O corpo de bronze do guerreiro se estremeceu. Seus lábios moveram-se, mas as palavras teimavam em não sair. Ele apertou, com força, o menino nos braços e, por fim, falou: "Que é isso, filhinho, tu não vais para lugar nenhum, nenhum deus te arrancará de mim. A tua casa é a casa de tua mãe, Tainá-racan, aqui na terra, e a de seu pai. Se for preciso, não partirei para a guerra. Ficarei contigo".

Nesse momento, Cananxuié, o senhor de todas as matas, de todos os animais, de todos os montes, de todos os valores, de todas as águas e de todas as flores, desceu do céu sob a forma de Andrerura, a arara vermelha, e gritou um grito forte: "Vim buscar meu filho!" Agarrou-o e levou-o pelos ares. Tainá-racan e Maluá caíram de joelhos. O guerreiro abriu os braços gritando: "O filho é nosso, sua casa é a de sua mãe, Tainá-racan, aqui na terra! Devolve meu filho, a Cananxiué! O grito de Maluá ecoou pela mata, ferindo de dor o silêncio. O peito do guerreiro palpitava de sofrimento como uma montanha ferida pelo terremoto. O velho chefe guerreiro aproximou-se dele, bateu-lhe no ombro e bradou: "Teus companheiros já partem. Maior que tua dor é tua honra de guerreiro e a glória de nossa tribo! Vai, meu filho, Cananxiué buscou o que é dele. Muitos outros filhos ele te dará. Tainá-racan é jovem. Tu és jovem. Vai, guerreiro, não deixa a dor matar sua coragem!"

Maluá partiu. Tainá-racan encostou a fronte na terra, onde pouco antes pisavam os pezinhos encantados de Uadi. Chorou. Chorou. Chorou três dias e três noites. Então, Cananxiué se apiedou dela. Baixou à terra e disse: "Das tuas lágrimas nascerá uma planta que se transformará numa árvore copada. Ela dará flores cheirosas que os veados, as capivaras e os lobos virão comer nas noites de luar. Depois, nascerão frutos. Dentro da casca verde, os frutos serão dourados como os cabelos de Uadi. Mas a semente será cheia de espinhos, como os espinhos da dor de teu coração de mãe. Seu aroma será tão tentador e inesquecível que aquele que provar do fruto e gostar, amá-lo-á para jamais o esquecer. Como também amará a terra que o produziu. Todos os anos, encherei, generosamente, sua copa de frutos, que os galhos se curvarão com a fartura. Ele se espalhará pelos campos, irá para a mesa dos pobres e dos ricos Quem estiver longe e não puder comê-lo sentirá uma saudade doida de seu aroma. Nenhum sabor o substituirá. Ele há de dourar todos os alimentos com que se misturar e, na mesa em que estiver, seu odor predominará sobre todos. Ele há de dourar também os licores, para a alegria da alma".

Tainá-racan ergue o olhar, aquele olhar onde brilhou a primeira estrela da consolação. E perguntou ao deus:

-Como se chamará, Cananxiué, esse fruto, cujo coração são os espinhos de minha dor, cuja cor são os cabelos de ouro de Uadi e cujo aroma é inesquecível como o cheiro dessa mata, onde brinquei com meu filhinho?

-Chamar-se-á Tamauó, pequi, minha filha. Quero ver-te alegre de novo, pois te darei muitos filhos, fortes e sadios como Maluá. E teu marido voltará cheio de glória da batalha, pois muitos séculos se passarão até que nasça um guerreiro tão destemido e tão honrado! Ele comerá deste fruto e gostará dele por toda a vida!"

Tainá-racan sorriu. E o pequizeiro começou a brotar.
(Marieta Teles Machado)

Saturday, February 23, 2008

Planos para o futuro!!!

França
"São cerca de 70 milhões de visitantes por ano: o país que mais recebe turistas no mundo. Tanta procura não pode ser à toa. A França mistura tradição com modernidade - e muita história. Foi aqui que se disse, pela primeira vez, a famosa frase: Igualdade, Liberdade, Fraternidade - quando os rumos da humanidade foram mudados durante a Revolução Francesa.
Sempre ditando regras, os franceses inventaram a alta-costura e a indústria da moda. Foi aqui, também, que se criou o conceito básico de culinária - e é onde está a mais prestigiada escola de cozinha do mundo: a Cordon Bleu. No país em que os filósofos são tão famosos quanto as estrelas de rock, pode-se ver de tudo: arte, literatura, cinema, gastronomia, vinhos, perfumes,... E ainda provar de tecnologias de última geração, como o famoso trem bala.
Os cenários são deslumbrantes. Começando pela capital, Paris, onde estão monumentos famosos como a Torre Eiffel, a catedral de Notre Dame e a famosa Universidade de Sorbonne. Isso sem falar no museu no Louvre e nas refinadas lojas de grife.
Na fronteira da Itália com Suíça está a principal estação de esqui do país: Chamonix. Na costa sul fica Nice, o principal balneário da Riviera Francesa. O mau humor francês é conhecido mundialmente. Muito disso tem a ver com a preocupação deles em preservar seu idioma: eles não fazem questão de falar inglês com os turistas, por exemplo. Por isso, vá sabendo, pelo menos, um bonjour (bom dia), merci (obrigado) e s´il vous plaît (por favor).
Capital:Paris
Idioma: Francês (oficial), basco, bretão e dialetos franceses
DDI: 33
Visto:Não é exigido até 90 dias
Horário comercial: Varia. A maioria dos bancos abre de segunda a sexta, das 9h30 às 16h30. Alguns, principalmente nas pequenas cidades, fecham para almoço. O horário, normalmente, está escrito nas portas. Muitos museus fecham um dia por semana - normalmente, na terça. O horário normal de funcionamento é das 9h30 às 17h. Nas grandes cidades, as lojas abrem das 9h às 19h.
Moeda: Euro
Carta de Motorista: É aceita a licença brasileira Limite de velocidade: Depende da rodovia: varia de 90 km/h a 130 km/h. Nas cidades, o limite é de 60 km/h. As multas por excesso de velocidade são altas.
Temperaturas médias: No verão (julho), as temperaturas variam de 15 a 25 graus. No inverno (janeiro), de 1 a 6 graus
Voltagem: 220V, mas pode-se encontrar, em estabelecimentos antigos, voltagem de 100V.
População: 59,1 milhões
Área: 543.965 km2
Data nacional: 14 de julho (queda da Bastilha)
Regime político: República com forma mista de governo..."

Saturday, January 12, 2008

O Melhor Dançarino de São Paulo...



O melhor dançarino de São Paulo - Letra: Nenê Altro / Música: Marcelo Tyello


"Eu podia dizer um monte de coisas bonitas,
que rimem bem
e que mesmo que não façam sentido
pudessem vender.
É, eu podia ser só um cara bonzinho
e bem arrumado,
com as roupas limpas
e que fique bem em sua parede.

Mas sou só alguém como você,
que gosta de falar e abraçar os amigos.
E me vale bem mais saber
que tudo isso aqui tem valor pra você
e que eu também fui fã igual
quando pegava meus LPs
e colocava na vitrola pra me sentir em casa.
Era só eu, meus 7 Seconds
e sempre no final eu não me sentia só
e me sentia bem.

Eu não tenho emprego
e sou coberto de tatuagens.
Eu passo o dia vivendo às margens.
Sou peça com defeito.
Pois não consigo ser
esse mocinho bem comportado.
Eu encho a cara, arrumo encrenca
e faço tudo errado.

E mesmo não sendo
o que você apresentaria a seus pais,
eu queria dizer
que gostaria de te levar naquela rua onde cresci,
onde eu andava de bike
e onde dei o meu primeiro beijo.
E dizer que passei a vida inteira
tentando mostrar
que o que não dá pra colocar em palavras
é toda a vida de um garoto e uma guitarra
que ainda não sabe tocar."

Friday, January 11, 2008

Equalize




E de repente me deu uma saudade de 2005, desta música, do gosto de morangos na boca, "daquele" espelho mágico... de tantas coisas...

"Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito

Enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho, tão de perto
Me balanço devagar
Como quando você me embala
O ritmo rola fácil
Parece que foi ensaiado

E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim

Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Que fica me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tenta me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais

Até parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar

E o tempo é só meu
E ninguém registra a cena
De repente vira um filme
Todo em câmera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é

Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim ..."

Wednesday, January 09, 2008

Duas versões...

Primeira:

Ela abriu os olhos, pela fresta da janela viu que o dia estava claro, estendeu a mão preguiçosa até o criado ao lado da cama, alcançou o celular, 8h30 da manhã. Nossa! Sentou-se na cama, largou o celular ali de qualquer jeito, calçou os chinelos, uma preguiça “baiana” a impedia de levantar, mas ela precisava fazer isso, era o grande dia! “O Dia D”. Levantou-se. Caminhou até o som e sintonizou sua rádio preferida, bem baixinho. Destrancou a porta do quarto. Foi até o banheiro e gastou cerca de dez minutos em sua higiene matinal. Olhou-se no espelho, sentia-se bem, até sorriu e verdadeiramente... mas lembrou-se do “Dia D”. Apressou-se... deixou o banheiro, foi até a cozinha e preparou o café: leite com achocolatado e banana amassada com mel. Sorveu-o. Voltou ao quarto! Sexta-feira, “oba”, mas antes o “Dia D”... Pegou o material no guarda-roupa, sentou-se na cama e (re)começou a estudar! Era o “Dia D”, prova de literatura Dramática na faculdade! A prova... a esperada... a temida...

Segunda:

(Quarto já iluminado pelo Sol, uma cama de solteiro, um criado mudo ao lado da mesma, um aparelho celular sobre ele, um guarda-roupas, uma pequena mesinha com um som sobre ela e Sofia ainda de pijama sentada na cama, cara de sono. O celular toca.)

(Sofia):-Alô, oi Jasmine, ai amiga, é hoje, nossa, estou desesperada, hoje é o grande dia. (silêncio) Tá, eu sei, tenho que ficar calma, relaxar, ai amiga, mas estou com medo, é hoje. O grande “Dia D”! (silêncio) Certo, beijo, a gente se encontra mais tarde.

(Sofia levanta da cama, calça os chinelos, liga o rádio e diz em voz alta...)

(Sofia):-Meu Deus, me ajude, me ajude, eu estou com medo!

(Batem na porta do quarto.)

(Sofia):-Entra!
(Paula):-Sofia, vamos tomar café? Bom dia...
(Sofia):-Ai Paula, bom dia, é hoje...
(Paula):-Relaxa, garota, vai dar tudo certo, você vai ver, e no mais, sorria, hoje é sexta-feira.
(Sofia):-Eu sei, mas antes tenho que passar pelo “Dia D”.
(Paula):-Dramática!
(Sofia):-Não, trágica mesmo... Tragédia grega...
(Paula):- (rindo) Ai, ai, ai, só você mesmo, dona Sofia.
(Sofia):-Isso, ria da desgraça alheia...
(Paula):-Vai, vem pra cozinha, sô, fiz leite com achocolatado, banana amassada, vamos comer...
(Sofia):-Tá, vamos, deixa só eu fazer pipi e escovar os dentes. (silêncio) Mas, Paula... hoje é o “Dia D”, e se eu me ferrar?
(Paula):- (irônica) Por favor, dona Sofia, queira se dirigir à residência do sr. Demônio, sim?
(Sofia):-Pára!
(Paula):-Pára você, acho que não é drama e nem tragédia grega mais, já é um daqueles “melodramões mexicanos bem exagerados”! Cara, não tem lógica, medo de uma prova de Literatura Dramática para a qual você estudou a semana inteira? Me polpe, né?
(Sofia):- Mas é “a prova” e não “uma prova”, você não entende.
(Paula):-Nossa... e nem quero então!
(Sofia):-Quer saber, Paula... na boa, vai lá tomar seu cafezinho sozinha, eu vou estudar um pouco mais.
(Paula):- (com raiva e deixando o quarto) Ah, quer saber? Vá-pro-in-fer-no!


(Sofia dá de ombros.)

by Alessandra Ramos Massensini

Monday, January 07, 2008

Lyginha

(Escrito por mim e minha amiga Marcella Prado para a aula de Criação de Roteiro Dramático...)

Cenário: Varanda com vista para o jardim, uma poltrona reclinável, mesinha de centro com cinzeiro e cigarro aceso. Lyginha está no jardim e Afonso, o marido, lê um jornal na poltrona.

Lyginha: moça de 27 anos, traços delicados, corpo de menina, olhar doce, sonhadora.

Afonso: 35 anos, gordo, egocêntrico e mal-humorado.

(Lyginha):- (acenando para o marido) Afonso, veja como estão belas as orquídeas...
(Afonso):- (sem desviar os olhos do jornal que lê) Hum, hum!
(Lyginha):- Olha como estão floridas!
(Afonso):- Que coisa tola e rotineira, qualquer planta flori na primavera!
(Lyginha):-Afonso!
(Afonso):- Hum...

(Lyginha sai do jardim e caminha até o marido na varanda, meio frustrada com a falta de atenção do mesmo. Mas, ela o ama.)

(Lyginha):- (faceira) Meu bem, eu fiz uma máscara de Colombina, tão linda, está lá no quarto, quer ver?
(Afonso):- (sem desviar novamente os olhos do jornal) Hum, hum!
(Lyginha):- (brava) Eu já ia fazer uma de Arlequim pra você, mas desse jeito é melhor eu fazer uma de Pantaleão!
(Afonso):- (indiferente) Pra que máscara?
(Lyginha):-Ora, Afonso, para o baile de máscaras de fim de ano da sua empresa...
(Afonso):- (sem esboçar reações) Ah tá. Hum, hum...
(Lyginha):- (sonhadora) E depois, amor, ainda podemos aproveitá-las pra brincar com as crianças do prédio.
(Afonso):- (friamente) Não entendo esse amor por crianças que nem são nossos filhos!

(Lyginha abaixa a cabeça tristemente, mas logo sorri para o marido na esperança de cativá-lo.)

(Lyginha):- (docemente) Amor, cheira este meu novo perfume, é tão gostoso... (e oferece o pescoço para o marido que se afasta, tentando folhear o jornal)
(Afonso):-Hum, hum!

(Lyginha se estressa e se afasta do marido.)

(Lyginha):-Cansei de não ser notada por você, Afonso! Você é tão seco! Estou cansada da sua indiferença! Será que tem um armário no seu peito? Essa vida é uma prisão... só não lhe meti um chifre até hoje porque sou uma mulher de respeito. Quer saber, estou farta de seus hum-huns. Existe um homem que me valoriza, me dá atenção, me tenta todos os dias para eu sumir no mundo com ele. Quer saber? Vou aceitar, vou-me embora com o leiteiro!

(Dá as costas ao marido e desaparece pelo jardim, de repente Afonso se deu conta que a esposa falara a verdade...)

(Afonso):- (grita desesperado) Lyginhaaaaaaaaa! (mas já é tarde demais.)

Saturday, December 08, 2007

Toc Patoc do inferno!!!

A moça deitada no escuro negro sombrio de seu quarto, adormecendo, adormecendo... e o maldito toc patoc (re)começa... bem em cima dela, ela tampa os ouvidos, vira e revira e toc patoc pra cá e pra lá... diabos!!! Que trauma desses malditos tocs patocs dos infernos! Então sua memória resolve lhe fazer sofrer, traição: "-Eu tô escutando os tamancos, quem tá aí, quem tá aí?"
Que vontade de gritar PÁAAAAAAAAAAARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! Mas não, ela fez uma oração que não conseguiu chegar ao final pois adormeceu sem saber sabendo qual foi o desfecho dos malditos tocs patocs que pairavam sobre ela...

Monday, November 26, 2007



Eu vou!!!

????

Ih... não deu certo... o Gael Garcia nem me deu moral... pensei que em 24h ele seria meu... huahuahuahuahua...

Thursday, November 22, 2007

????

Dicas para conquistar um homem
Seu homem em 24 h.
Oh, Minhas 13 Almas Benditas sabidas e entendidas, a vós peço pelo amor de Deus, atendei ao meu pedido: Que (nome do amor) venha até mim apaixonado, louco de desejo. Que ele queira ficar comigo e me ame para sempre, minhas 13 Almas Bendidas. A vós peço, pelo sangue de Jesus, que em seu sagrado corpo derramou, atendei ao meu pedido: que (nome do amor) venha até mim apaixonado e louco de desejo e tesão, com muito carinho e respeito, o mais rápido possível, amém.
Plubicar assim que terminar a oração.


Dica enviada por: - TO

(Se der certo, eu juro que conto pra vocês!!!)

Só mais uma canção de amor...

(Nossa, mais um achado pré-histórico meu... escrita em 2005, quando a maldita onda EMO assolou o planeta, inclusive Minaçu, rssssssssssssss... especialemte para aquele cara, tão Dorian Gray, que invadiu minha vida em 2003!!!)

Essa é só mais uma canção de amor
pra você escutar baixinho antes de dormir
enquanto seus braços envolvem outro alguém
embaixo do cobertor, nessa fria noite de julho...

Essa é só mais uma canção de amor
pra você saber que ainda vive dentro de mim
E que dói muito o seu desprezo
após eu ter me entregado tanto...

Essa é só mais uma canção de amor
pra você saber que quando voltar
eu ainda vou estar lá,
mas não vai ser tão simples, tão fácil...

Essa é só mais uma canção de amor
pra você relaxar, fechar seus olhos, sonhar...
quem sabe nos seus sonhos
não veja o quanto realmente lhe quis bem?

Essa é só mais uma canção de amor
então durma, meu amor...
durma...

(KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK... isso é ridículo, não??? Mas me diz se uma pessoa apaixonada não é mesmo ridícula???)

Saturday, November 17, 2007

Ilha

(Escrito num insano momento GROUPIE meu em 2005 para o FRONT MAN pelo qual eu era louca!!!)

Sou mar, você ilha deserta
a mais selvagem e misteriosa,
minha preferida.
e quantos quilômetros percorridos
quanto tempo ruim enfrentado
pra que pudesse chegar as suas areias.

E eu cheguei...
tão mar
Invadindo a sua ilha
tão seu, todo seu
indo, vindo, avançando...
até ser só seu, seu, seu
seu mar.

E você não é miragem,
sua areia é quente,
seus coqueiros balançam ao vento
espalhando minha maresia.

E nesse invadir tanto a sua ilha
meu mar descobriu um de seus mistérios
você não é deserta
uma bela nativa habita sua areias
e cuida de você com tanta paixão!

Então meu mar teve que ir
Ir, ir, ir embora...
Deixar sua orla
Tão feliz e tão triste...

Deixei minha ilha não-deserta.

Monday, November 05, 2007

...

"Parece cocaína, mas é só tristeza..."

Tuesday, October 23, 2007

Alturas...

A alegria das "alturas" bem alto e às altas é permitida aos outros, nunca a mim. Mas vai "vencer", brevemente...

Sunday, October 07, 2007

Saturday, October 06, 2007

Retrato




"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?"

Wednesday, October 03, 2007

Fico assim sem você...


Para meu filho Luís Gustavo...


"Avião sem asa.
fogueira sem a brasa.
Sou eu assim sem você.
Futebol sem bola.
Piu-piu sem o frajola.
Sou eu assim sem você.

Porquê é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante.
Nem mil auto-falantes.
Vão poder falar por mim.

Amor sem beijinho.
Buchecha sem Claudinho.
Sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço.
Namoro sem abraço.
Sou eu assim sem você.

Tô louco pra te ver chegar.
Tô louco pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço.
Retomar o pedaço.
Que falta no meu coração.

Eu não existo longe de você.
E a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver.
Mas o relógio tá de mal comigo.

Por quê?
Por quê?

Neném sem chupeta.
Romeu sem Julieta.
Sou eu assim sem você.
Carro sem a estrada.
Queijo sem goiabada.
Sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante.
Nem mil alto-falantes.
Vão poder falar por mim.

Eu não existo longe de você.
E a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver.
Mas o relógio tá de mal comigo.


Por quê... Por quêêê?

Eu não existo longe de você.
E a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver.
Mas o relógio tá de mal comigo.


Por quê?
Por quê?"

Thursday, September 27, 2007

Respota 6...

Então... pra terminar... "triste despedida" é o caralho, e de asas ainda!!!

Resposta 5...

Então... o quê??? Ouvi alguém me dizer que respeita minha pessoa??? Nossa, alguém aí tem um dicionário pra eu ler o significado de respeito pra outro alguém??? E aproveito também pra ler o verbete escrúpulo... porque alguém que quer destruir uma amizade de 14 anos não tem escrúpulo e muito menos respeito algum...