Leka e Kaverna

Wednesday, October 28, 2009

Artaud!!!

O ódio bicho do mato sou que mata de ódio que morre de ódio que mata o ódio e o amor que é sujo e puro gordura ruim colesterol do ódio que mata de tanto respirar e arder de doer o ódio que cerca que mata que morre fênix tão sujo e puro o ódio seco e mudo que gria ao respirar...

Lilás dor cheiro de maçã
Dói tão doce
tão macia
Que é gostosa de doer
Dói e fica
Dói, mas sai
Dói, mas volta
Dói como pedra...
Pedra que queima...
Lilás.

Abraços-Há braços
1.cigarro
2.maracujá
3.terra
4.sexo
5.seio
6.Seda Ceramidas
7.dinheiro

Uma cadeira. Um ser. Outro ser, de quatro. Ambos de costas um para o outro. Frases. Amor, ódio, aceitação.

LOUCURA
Toque. Cheiro. Gosto. Sexo. Toque. Mãos. Loucura Compartilhada. Loucura Assumida. Virando cimento. Vai-Vem. Vem-Vai. Chão. Cheiro de fruta fresca. Sabor de fruta mordida. Fiapos vivos nos dentes: pentelhos. Sexo. Doce. Mel. Sexo. Loucura compartilhada e assumida. Amarelo manga. Verde Kiwí.

OUTRA VEZ
Morte. Sangue. Carne viva. Ferida e vermes fétidos que roem o cadáver... "O defunto nem sabe que morreu." "As mortas são uma simpatia". Coração, músculos, tripas. Vísceras expostas. Nojo. Riso nervoso. Riso da morte. Morte viva, latente, pulsando, morte fétida. Eu quero vomitar. EU QUERO VOMITAR. QUERO VOMITAR... VOMITAR! AAAAAAAAAHHHHHHHH
"Quando digo que vai acontecer alguma coisa grave, quero dizer LOUCURA, MORTE..."

Sal e Mel


Sal e mel. Sal amargo. Mel fétido. E a ferida coberta, entreaberta, (re) aberta, molhada de sal e mel.Prazerosa dor que o tempo insiste em fazer voltar-revoltar com tanto sal e mel. Meu sal amargo. Seu mel fétido. E faz rir, melhorar, curar, arder, coçar, ferir, doer. Soçobrar numa noite, por uma semana, dois meses. E renascer do sal e mel que se misturam num ritual de fogo e canções ensandecidas cujos refrões alucinógenos desejam mil glórias. Sal paraíso. Mel inferno. E no cadafalso ecoando "The Grand Duel" tarantinado, quem se esfalfelará mais? Quem aguentará até o final enquanto os cortes são banhados de sal e mel? Quem de nós dois? Quem é o mais forte?
Quem cederá? Quem será o maldito arrivista? Ou não haverá quem o seja entre nós? Haverá apenas essa guerra sal e mel? Eterna em mim até quando? Por que você se limpa tão fácil e eu fico cansada, suada, melada de um amargo fétido, sempre? Sal e mel... sempre.

Monday, September 28, 2009

FESTIVAL LATINO AMERICANO DE TEATRO

Assistindo ao FESTIVAL LATINO AMERICANO DE TEATRO, intitulado Ruínas Circulares, que aconteceu na cidade de Uberlândia do dia 05/09 ao dia 20/09 desse ano, encantei-me com duas peças, em particular: Nuestra Señora de Lãs Nubes do grupo Malayerba de Quito-Equador e A Brava da Brava Companhia de São Paulo-Brasil. A poética de ambas me emocionou profundamente e me fizeram pensar muito a respeito do meu papel como atriz, encenadora, dramaturga (que um dia serei).
A respeito da Encenação, Nuestra Señora de Lãs Nubes e A Brava se diferem em muitas coisas, mas se aproximam em outras. Listarei abaixo algumas das constatações a que cheguei após apreciação das mesmas.
NUESTRA SEÑORA DE LAS NUBES: utilizou palco italiano, e carece de uma iluminação para causar certos efeitos, imagina a cena da velha sem aquela luz? A música (som mecânico) tem o intuito de causar a emoção nos atores e em quem assiste. Dois atores fazem vários papéis, prezando as diferentes identidades dos habitantes da cidade e a transformação se dá na frente da platéia. Há quebra da 4º parede na cena dos irmãos falando das garotas, pois as moças da platéia são as inspirações para a cena. O palco é desnudo, cada personagem porta uma mala de onde saem os objetos que vão dar vida a peça, com sua simbologia e ressignificação. O estar longe da terra natal (tema da peça) é mostrado de forma ora dramática ora cômica. Percebe-se algo como os viewpoints no processo de criação, não sei se consciente (provavelmente nem é esse nome que usam para o processo), e ali tinha corpos vivos, dispostos, pulsantes apesar da idade dos atores.
A BRAVA: o espaço utilizado é o aqui/agora da rua, no caso, o estacionamento do Mercado Municipal de nossa cidade. Não há iluminação especial, começou com o fim da tarde daquele domingo e terminou quando já era noite. A música do espetáculo é tocada e cantada ao vivo, serve como explicação dos fatos que se desenrolam e também causa a emoção. Quatro jovens atores fazem os vários papéis da saga de Joana Darc com sua bela atitude de buscar caminhos opostos a padrões pré-determinados pela sociedade. Não há 4º parede, a rua, os sons, as pessoas (inclusive uma vendedora de balas que para no meio do caminho da cena) dão os estímulos para a peça, que tem a participação ativa do público. Uma espécie de palco/palanque móvel e algo como um trono compõe o ambiente da peça, que muda de espaço, os objetos em cena são ressignificados e simbólicos (uma coroa que não consegue ficar na cabeça de um príncipe, insiste em cair, é muito forte) . A história da brava heroína nos é apresentada com um humor anárquico e mistura cultura popular ao pop. Para o processo de criação é visível o estudo/prática de danças/canções populares, circo e cultura pop (alusão a filmes recentes campeões de bilheteria como Senhor dos Anéis, Harry Potter, Piratas do Caribe a até ao desenho mais assistido da década de 80: Caverna do Dragão; rock and roll para as aitudes dos inimigos, intrigante o tal “Rock da Condenação”; coisas que consumimos no dia-a-dia, por exemplo, que delícia escutar um duque se chamar Jhonny Walker Red Label). A energia dos atores era incrível.
Dizer de qual das duas gostei mais é crueldade, mas, talvez pelo contato com o público e pelo tema, A Brava tenha ganhado uns pontos a mais comigo, teatro de rua é realmente uma panacéia...

Friday, September 25, 2009

Fragmentos de 15 de abril

Momento 1...
É daqueles dias que você se sente meio não sei quê, meio não sei quando, meio não sei onde. Você parece tão distante... enquanto isso, na feira do povo, os macaquinhos alegres tocam seus tamborzinhos até suas cordas acabarem.
TICTACTICTACTICTACTICTAC...
Pausa! Ufa! Mas, não por muito tempo, logo vem alguém para dar corda novamente e fazer a alegria massa da massa.

Momento 2...
Enquanto o oriente me presenteia com "pianadas Beethovenescanas", ma-ra-vi-lho-sa-men-te, meu coração dividido lamenta: A henna desperdiçada e a "doação ilimitada a uma completa ingratidão".

Momento 3...
Na bat caverna é seguro, mas seus arredores não... é possível escutar os complôs cochichados, sentir os olhares envenenados, perceber os dedos sequiosos por roubo.
CUIDADO! Passe a chave na bat caverna ao entrar e sair!

Sunday, September 13, 2009

07-09-09

Hoje acordei pensando no conceito de amizade... principalmente por causa dessa fase em que eliminei pessoas do meu orkut, msn, e-mail, agenda de telefones, da minha vida. Nessa fase em que os "verdadeiros amigos" estão sendo vitais perante as coisas difíceis que passei e passo esse ano. Que máscaras caem, ah, eu já sei. Que às vezes precisamos de anos para conhecer o caráter de alguém, também já sei... o que descobri há bem pouco tempo, mas que já se transformou em prática constante em minha vida é: eu preciso mesmo que esses falsos, filhos da puta, façam parte da minha vida? Eles vão entrar no meu espaço? Hahaha, claro que não!
Quando me dei conta dos valores da amizade que envolve o "meio" do qual tenho que passar a maior parte do meu dia, entrei em crise... sofri mesmo, mas tomei uma atitude, rompi com esse antro de lixo.
Vou citar alguns dos valores defendidos por tais pessoas:
1.Competir de forma cruel para atingir seus objetivos profissionais ou pessoais;
2.Relacionar por puro interesse com quem tem carro, grana, casa para as festinhas de orgia;
3.Ser legal é pagar uma bebida, descolar um beck, ser de todo mundo;
4.Dependendo do interesse, aquela pessoa que ora era criticada, agora vira um "amigo" para todas as horas;
5.Pessoas se aliam para ferrar outras;
6.As pessoas que criticam suas atitudes, de repente estão fazendo 10 vezes pior que você;
7.Há uma rebeldia SEM CAUSA que vira libertinagem sem ética;
8.Respeito não existe;

Certeza que existe muito mais coisa para ser dita, mas as que citei já dão um panorama do que eu evito para minha vida há poucos meses. Não vou ser hipócrita, eu mesma já colaborei com alguns desses itens, mas fico muitíssimo feliz de ter acordado antes que fosse tarde.
A-DO-RO sair, beber, falar e fazer besteira, sair do sério. Mas, tenho plena consciência de não estar fazendo mal aos meus semelhantes e sem atitude estúpidas só para provar que sou FODA DEMAIS!!!
É por isso que me decepciono tanto com as pessoas, por não ter coragem de fazer mal a elas (graças a boa educação que recebi de minha íntegra mãe), penso que elas também não farão mal a mim. Ledo engano, pouco se importam, danem-se meus sentimentos...E é aí que me ferro!!! OPAAAAAAAA, espera aí, stop... ferrava, porque agora acabou, não tenho mais paciência para desculpas e chances. Não quero essas pessoas na minha casa, nem na mesma mesa de bar, se dermos o azar de nos encontrar no mesmo ambiente, que fiquem beeeeeeeeeeeemmmmmmmmmmmm longe de mim...

Agora é assim, elimino mesmo!!!

Saturday, August 15, 2009

Nietzsche... de novo!!!

"Para se relacionar com o outro, você precisa primeiro relacionar-se consigo mesmo. Se não conseguimos abraçar nossa própria solidão, simplesmente usaremos o outro como um escudo contra o isolamento. Somente quando consegue viver como águia, sem absolutamente qualquer público, você consegue se voltar para outra pessoa com amor, somente então é capaz de se preocupar com o engrandecimento do outro ser humano."

"Você consumiu sua vida? Você viveu sua vida? Ou foi vivido por ela? Escolheu-a? Ou ela escolheu você? Amou-a? Ou a lamentou? Eis o que quero dizer quando pergunto se você consumiu sua vida. você a esgotou? Ou, impotente, lamenta a vida que nunca viveu? Toda a vida não vivida ficará latejando dentro de você invivida por toda a eternidade. A voz ignorada de sua consciência continuará chamando para sempre."

Tuesday, August 11, 2009

Mais uma de Nietzsche...

"Viva enquanto viver! A morte perde seu terror quando se morre depois de consumida a própria vida! Caso não se viva no tempo certo, então nunca se conseguirá morrer no momento certo."

Friday, July 17, 2009

Obrigada, Nietzsche...

"...os amantes da verdade não temem águas tempestuosas ou turvas. O que tememos são águas rasas!"

Saturday, July 11, 2009

Afrodites Modernas



Personagens:
Andréia
Carla
Garçom

Boate, um balcão e bancos. Duas mulheres sentadas. A cena inicia-se com a canção “Tudo Pode Mudar” da banda Metrô (depois várias músicas de boate ficarão tocando). Após o refrão:

(Andréia): Ele não vem.
(Carla): Parece mesmo que não vem.
(Andréia): Melhor ir pra casa. Acordo cedo amanhã. Que burra sou, achei mesmo que um cara que conheci à tarde na internet fosse aparecer num encontro real?
(Carla): Não acredito! Mulher, acorda, você acredita nessas “palhaçadas” virtuais?
(Andréia): Acreditei, ele parecia tão sincero, romântico: “sou aquele amante que manda flores, abre a porta do carro”. Hunf, Paulo 36.
(Carla): Esses “Dom Juans” modernos... como me enojam. E você um tanto sonsa, não? Uma vez saí com um cara da net. Júlio 29. Alto. Sarado. Loiro. Olhos verdes. Dragão chinês tatuado no braço, que braço. Que noites ele me propiciou naquele frio mês de julho...
(Andréia): Acabou?
(Carla): Descobri depois que era casado há um ano, tinha uma filha recém-nascida. Tirava a aliança quando estava comigo.
(Andréia): Canalha!
(Carla): Mas eu não me importava nem um pouco. Eu gostava de estar com ele. Seus beijos, seu toque, seu cheiro, seu jeito de me amar, sempre tão homem!
(Andréia): Por isso que eles fazem o que fazem, nós, mulheres, nos permitimos.
(Carla): Qual o seu nome?
(Andréia): Andréia, prazer... Sabe, a verdade é que eu queria que tudo fosse normal.
(Carla): Normal. Mas o que é normal? Casar, ter filhos, ser fiel? Estudar, trabalhar, prosperar, formar uma família e morrer? Acredita em príncipe encantado, Andréia?

Silêncio

(Andréia): Mas há mal há nisso?
(Carla): E que bem? Homem não é o objetivo primordial da minha vida. Não busco alguém. Faço outras coisas, vivo, mas de repente acontece.
(Andréia): Eu busco alguém. Pra dividir sonhos, pra dividir a cama, pra me completar. Mas nem sei mais se quero isso.
(Carla): Completar... completar? Como pode pensar assim? É tão estranho isso, não somos seres completos? Ai, imagino as pessoas andando por aí, faltando pedaços e tentando encontrar o pedaço que falta. Como me aflige... eu sou completa!
(Andréia): Seu nome, por favor?
(Carla): Eu sou Carla. Carla e Andréia, duas mulheres que levaram um fora numa noite de quinta-feira. Juntas, numa boate, num fim de festa, discutindo “homem e cia”, que coisa bela!
(Andréia): Daria um livro.
(Carla): Prefiro um filme ou uma peça de teatro.

Passa o garçom.

(Carla): Garçom, mais uma tequila.
(Andréia): Um coquetel de frutas, por favor.

Silêncio. Carla acende um cigarro. Andréia observa. Retorna o garçom com as bebidas. Serve as moças.

(Carla): Hum, gatinho ele. Se ele quiser, rola! Sabe, eu não busco homens, busco pessoas...
(Andréia): Você é homossexual?
(Carla): (sorrindo) Cada um sabe o que faz.
(Andréia): Não sei se daria conta, acho que nunca faria isso!
(Carla): Cuidado, nunca é muito forte!
(Andréia): Ai, não sei, acho que não!
(Carla): Ah, querida, minhas primeiras experiências amorosas foram com mulheres, eu até gostava, engraçado. Mas, notei que faltava algo, até que uma vez, numa festa, aconteceu.
(Andréia): Aconteceu?
(Carla): De sentir cheiro de homem, da barba de homem roçando meu pescoço. E então nunca mais parei.
(Andréia): Normal.
(Carla): É, “normal”.
(Andréia): Eu me prometi hoje que essa seria minha última tentativa de conhecer alguém bacana, se não desse certo, ah, eu ia virar a maior “femme fatale” desta cidade. Já estou cansada, esses homens sempre nos dando rasteiras, nos destroçam a auto-estima.
(Carla): Certeza. Já teve um cara que eu mal conhecia e que soltou “eu te amo” em nosso primeiro encontro, bem na hora que estávamos na cama... Andréia, um homem é capaz de tudo pra conseguir o que quer...
(Andréia): Malditos sejam!

O garçom passa perto delas.

(Carla): Outra tequila!
(Andréia): Uma soda.
(Carla): Soda?
(Andréia): Eu trabalho amanhã...
(Carla): Nada de soda... traz uma garrafa de tequila.
(Andréia): Está certo.

Carla senta-se no balcão ao lado de Andréia. Chega a tequila. O garçom as serve, brindam. Garçom sai. Trevas. A cena volta a ficar iluminada e a garrafa de tequila já está quase no fim.

(Andréia): Criação. Filha única. Não podia sair nem pra comprar pão sozinha na esquina.
(Carla): Sei bem como é isso, conheço uma moça que foi criada assim também, ela se revoltou. Geralmente quem é educado assim, o dia que ganha a liberdade... acha que é libertinagem!
(Andréia): Não sei se faria isso com meus pais... ai, essa tal de tequila é muito forte...

Enchem seus copos.

(Carla): Um brinde à amizade que começou hoje!
(Andréia): Tim-tim! (viajando em lembranças) Eu já tive um noivo! Namoramos três anos. Daí ele recebeu uma proposta pra trabalhar na França e me pediu que fosse com ele. Não fui. Não podia deixar minhas coisas aqui, meu trabalho, sou dentista. Daí ele foi... e um belo dia descobri via orkut que ele estava namorando uma francesa. Ele nem chegou a terminar comigo oficialmente.
(Carla): Acho que você fez bem em não ter ido... a gente não pode largar nada por ninguém. (cantando) “Eu não abro mão nem por você nem por ninguém, não me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos”.
(Andréia): É... não abro mão... (e vira o copo)
(Carla): Ponto positivo pra você. Olha, mas vou lhe confessar, nem sempre fui assim não, já esperei o amor da minha vida, esperei, esperei, e um dia o moço apareceu: “chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado.” Chegou metendo a mão na maçaneta da minha vida e foi entrando sem pedir licença. /e por um tempo achei que era feliz, pois na verdade não era. Era um relacionamento em que só eu doava, não havia troca, então me senti sugada. Mas quando notei isso, não hesitei, eu o expulsei da minha vida e jurei que seria diferente. E foi. Escuta, temos as agulhas e a linha em nossas mãos, nós tecemos nossa vida, estamos no controle.
(Andréia): Foi bom escutar tudo isso... vou ao banheiro e quando voltar, vamos dançar?
(Carla): Sim, vamos.

Andréia sai. De repente começa a tocar “Uma Louca Tempestade”, da cantora Ana Carolina. Carla começa a cantar. Volta Andréia que dá um show de sensualidade cantando a canção e dançando com Carla. Quando a música está quase no final, Andréia puxa Carla e olhando bem nos olhos da moça, sorri e lhe beija ardentemente. Carla e o garçom que mais uma vez por ali passava, ficam boquiabertos. Sem palavras. Continua a beijar Carla deslizando a mão até seu sexo, mas constata uma surpresa...

(Andréia): O quê? Homem? Você é homem? (Para o garçom) Meu Deus, ela é um homem, eu beijei um travesti! (Fica meio alucinada) Um homem! Um travesti! Não acredito! Um ótimo jeito para começar a minha vida de “femme fatale”! (E começa a rir freneticamente, os outros dois ficam em silêncio observando-a até que rindo ainda como louca sai de cena).
FIM.

(Escrito by Leka Massensini)

Thursday, July 02, 2009

José




Um salão de festas pós-festa de aniversário (à fantasia), muita sujeira e bebida espalhada, silêncio profundo. José, fantasiado de Pierrot, está sentado em uma cadeira no centro, sozinho, tem um copo de uísque vazio na mão direita, está bêbado e reflexivo.


Nada. Nada restou. Acabou a “porra” da bebida. E a merda do cigarro. Ah, e os calhordas vieram todos, todos! Beberam, comeram, se pegaram pelos cantos escuros, se “empanzinaram” e foram embora. Hipócrita de mim que os convidei, uns falsos que me parabenizaram, trouxeram presentes e elogiaram a festa. E Dulcinéia... Dulcinéia não veio. Cara, mas como sou idiota, achei mesmo que ela viria? Burro! Ela não veio. E se não a tenho mais, por quem serei um cavaleiro andante que cavalga com o peito ardente? “O sonho acabou”, já disseram antes. A-CA-BOU! Foi embora. Fugiu, escafedeu-se! Sempre soube que acabaria no buraco com essa mulher, alertaram-me os calhordas, os filhos e até a ex-mulher... mas quis me deixar cair mesmo assim, pra ver a profundidade do “caralho” do buraco. “Puta” buracão! “Puta” consumista! Ela só ligava para o dinheiro e para o filho da mãe do Sid. Maldito labrador do inferno! Que Cérbero lhe dilacere a carne podre após a sua morte! Quantos mil reais essa cadela gastou no último aniversário dele? Era o meu dinheiro, meu dinheiro! E hoje no meu, nem um telefonema sequer. Se ela soubesse que já senti vontade de envenenar Sid. Ele com tanto, eu com nada. Algo como: Clodovil morreu e seus pobres cãezinhos de estimação vão para Paris morar com um amigo querido do falecido versus o pobre cão de rua acorrentado e privado de água e comida por um artista (tenho minhas dúvidas) numa dessas Bienais de Arte por aí. Quem vai ganhar a atenção de Dulcinéia? Façam suas apostas! (grande silêncio) Eu sou o cão morto dessa Bienal! Já Sid... (silêncio)
Eu preciso esquecer. Acho que vou para Minas por uns dias. Ah, velha Minas, que saudades das brincadeiras de quintal, dos primeiros beijos atrás do coreto, dos bailes sextas à noite no Café Moreira, das tardes conhecendo Shakespeare na biblioteca, do sorvete de passas... Ô saudade danada! (silêncio) Mas isso não há mais para mim, acabou! Assim como acabou essa festa de aniversário ridícula que fiz. E assim como acabou meu uísque, meu cigarro, Minas se foi, é outra agora, viva o progresso capitalista! Acabou aquela que eu amava. Igual acabou Dulcinéia. (silêncio) Estou velho e sozinho.
E eu? Quando vou acabar? Quase acabei aquela vez, mas esse coração de ferro mineiro é muito forte ainda, hihihi, eita nós! E apesar desse corpo cansado e desse cabelo prata, o trem de ferro cruza minha aorta e nada o detém! (silêncio) Quer dizer, o trem bala pode, ah, ele me faz ser lento... o trem Dulcinéia, com tantas viagens, tantos convites, tantas festas, o trem bala voa, e eu, sempre o trem de ferro mineiro. (silêncio) Acho que já estou acabado!
E agora, o que eu faço? O quê? (cantarola) “O Pierrot apaixonado chora pelo amor da colombina, e é sua sina chorar por alguém...” (silêncio) É, vou comprar cigarros! (Sai)


(Monólogo escrito by Leka)

São Paulo



São Paulo (banda Invasores de Cérebro)

"Nós somos da cidade de São Paulo
Aode o Punk é pra valer
Aonde você vai morrer, onde a noite é das gangs
Nas esquinas das quebradas, nos bailes da cidade, nos clubes da pesada
SP, onde o Punk é pra valer
Em SP tudo pode acontecer
Em SP, onde você vai morrer, vai morrer, vai morrer

Isso é porque nós somos da cidade de São Paulo
Aode o Punk é pra valer
Aonde você vai morrer, onde a noite é das gangs
Nas esquinas das quebradas, nos bailes da cidade, nos clubes da pesada
SP, onde o Punk é pra valer
Em SP tudo pode acontecer
Em SP, onde você vai morrer, vai morrer, vai morrer

São Paulo, cidade perigosa
São Paulo, cidade violenta

Vejam bem ao andar nas ruas de São Paulo
Mas muito cuidado ao andar por ruas e calçadas
Vocês podem ter uma grande surpresa..."

Monday, June 29, 2009

Só pra dizer que voltei...



Bem, textos brevemente...

Thursday, March 12, 2009

...

A vida é muito mais que uma picuinha por causa de um copo sujo na pia!!! A minha sim, a sua, não sei...

Wednesday, March 04, 2009

O caso do Marlboro

O texto abaixo é do meu amigo Eduardo...

Daqui um tempo que só Deus sabe, no Domingão do Faustão, um depoimento que vai sensibilizar:

"Olha Faustão [pausa]... hoje eu vou confessar, [pausa dramática]...eu, uma vez estava num bar com uns amigos, e ela estava na mesa do lado,... [gaguejando] fui eu quem pegou o Marlboro da Leka Massenssini, ela ficou muito nervosa e alterada, aproveitei um momento de de descuido dela... Mas, Faustão, não foi por mal, eu estava sem cigarro aquela hora, não tinha grana pra comprar, e a Leka Massensini com certeza tinha, olha, quero aproveitar e pedir desculpas pra ela, depois te tanto tempo, não sei se ela vai aceitar, eu realmente estou arrependido...[passando para um tom conciliador]... Leka, parabéns pelo sucesso, e um conselho: na próxima vez, guarde bem seu Marlboro... [risos cínicos]... kkk"

Thursday, February 26, 2009

Triângulo

Andréia entrou cedinho no banheiro com aquele seu ar sempre doce de todo santo dia. Cláudio permanecia deitado sob os lençóis, indiferente àquela manhã ensolarada de domingo. Dane-se a “porra” da manhã de domingo, dane-se tudo, dane-se a Andréia. Deixou os pensamentos subirem, sumirem...
Dois anos de namoro e sempre fiéis, sempre juntos, sempre unidos nas tristezas e alegrias, nos apertos financeiros. E agora então que ele havia saído há seis meses da casa da mãe para conquistar sua tão sonhada independência, Andréia dava a maior força. Ajudava a fazer as compras do mês para que na lista do supermercado não entrasse apenas miojo, salsicha e cerveja, ensinava o namorado a cozinhar e até realizava um ou outro afazer doméstico para agradá-lo.
Andréia era a caçula entre quatro irmãos, haviam perdido a mãe há três anos, o pai morreu quando ela ainda era um bebê. Trabalhava como recepcionista num consultório psiquiátrico durante o dia e à noite fazia a faculdade de Pedagogia. Coitada, sempre apressada, mal via o namorado durante a semana. Mas, quando chegava a sexta-feira, ele a esperava na saída da aula, depois de ter jogado uma pelada com os amigos da loja de materiais de construção, após o trabalho, numa quadra ali perto, e ao final terem bebido umas geladas no boteco do seu Zé. Tomavam dois ônibus para irem a casa dele. E lá chegando, a Babilônia se construía, com seus jardins suspensos e tudo. Faziam amor tantas vezes, em tantos lugares diferentes e na preguiça e desejo de seus corpos, comiam pães de queijo amanhecidos, sabor paixão, escutando os cds de hip hop dele, que ela estava aprendendo a gostar e a cantar. E tudo só acabava quando, no domingo à noite, Cláudio deixava Andréia no ponto de ônibus com um beijo demorado.
Tudo tão perfeito! Não brigavam nunca, não davam motivos para ciúmes, falavam em casamento, mas para quando ela se formasse, arranjasse um emprego melhor, saísse daquele consultório de doidos, como Cláudio sempre falava. Queriam dois filhos, um casal, mas que fosse feita a vontade de Deus.
Teve aquele dia, há quatro meses, que Andréia ligou para Cláudio do serviço:
_ Benzinho, vou falar bem rapidinho porque estou atarefada. Tenho uma novidade: meu irmão comprou uma máquina de lavar roupas e como não vamos mais usar o tanquinho, ele pediu pra eu lhe emprestar até você comprar um.
Ah, um tanquinho de lavar roupas, maravilha moderna. Tudo bem, o tal é até barato, mas Cláudio estava gastando quase todo o seu dinheiro com as prestações da casa que morava. E um tanquinho, não precisar mais ficar esfregando roupa com escova, por de molho. Bastava por no tanquinho, bater brancas e coloridas separadas, fechar o ralo do tanque, passar em três águas, no último enxágüe por uma tampa de amaciante. Pronto. Apaixonou-se pelo tanquinho.
Não via a hora de chegar em casa, arrancar a roupa suja e vê-la batendo no novo brinquedo. Batendo, batendo, espumando, espumando, gozando. Houve dias em que não havendo roupa suja para ser lavada, ele retirou roupas limpas do armário só para ter o prazer de lavá-las. Adquiriu o estranho hábito de lavar roupas completamente nu. E ao dormir, sonhava com o tanquinho que apelidou de Espumante. Até mudou seu jeito com Andréia nos fins de semana, estava indiferente, ela sempre bem-humorada, percebeu, mas achava que era o estresse causado pela situação financeira sempre difícil, mas, ela tinha a certeza que logo tudo passaria. Não passou.
A pobre moça chegou a pensar que era porque ela insistia em adiar essa história de casamento e filhos para depois da formatura. Transavam ainda, mas o que ela não sabia era que Cláudio só tinha ereção porque pensava em Espumante. Certa vez ele teve um acesso de ira ao acordar e presenciar a namorada lavando roupa. Deu-lhe um empurrão que a moça foi parar em outro cômodo da casa. Ela chorou. Ele a abraçou, disse que nunca mais, que andava nervoso com a falta de grana. Ela, sempre boa, ofereceu dinheiro emprestado, atrasaria a prestação do computador. Ele recusou, claro. E os dias passando...
Mas ali, naquela ensolarada manhã de domingo, estava ele, deitado sob os lençóis, enquanto ela, sempre doce, sempre bem-humorada, sempre boa ainda estava no banheiro. Ele matutava uma forma de terminar o relacionamento com a namorada sem perder Espumante. E se ele a comprasse? E se fugisse com ela? E se Andréia morresse? E se... mas, de repente a porta do banheiro se abre e surge Andréia, sempre doce, sempre bem-humorada, sempre boa, só que dessa vez com os olhos marejados de lágrimas e um sorriso misterioso, mágico, que só as mulheres têm. Cláudio, indiferente a olha. Ela caminha até ele, pára, sorri suspirando, lhe estende a mão e lhe entrega o resultado do teste de gravidez de farmácia que acabara de fazer.

Tuesday, February 24, 2009

Scrap de um grande amigo...

"Sabe que ontem eu assisti uma entrevista na TV de uma professora de teatro que me deixou super orgulhoso, foi muito bom ver difundido o trabalho que ela faz em um dos NAICAS da Prefeitura... e ver as crianças trabalhando e fazendo do teatro a sua forma de expressão, foi o máximo...!
Quando eu encontrar essa professora, quero abraçá-la e mais uma vez lhe dizer que o trabalho dela é revolucionário e está plantando frutos sem precedentes de tão valiosos, e que o Deus do Teatro, o poderoso Dionísio a proteja e ilumine nesta missão.

=]"

E essa professora de quem ele fala, sou eu!!! Valeu, meu grande amigo Eduardo...

Tuesday, February 10, 2009

Insônia



Maldita insônia
1h23 da manhã
Respiro fundo, reviro, conto
E essa angústia que não sai
Prenúncio de algo?

Água, banheiro, janela aberta,
mas não há vento.
Então ouço...
O automóvel que tenta pegar lá embaixo
Os gatos no cio
Alguém que revira na cama no apartamento de cima
Minha angústia
O que está acontecendo?

Penso em sexo
Uso a mão e conto: 1,2,3,4,5,6 vezes...
Sem pensar em nada, sem pensar em quem
E o sono não chega
E a angústia não sai
O que está acontecendo?

Ouço...
A coruja ao longe
Os cães que distantes se falam
Sinto calor, mais nada
E na cama, estatelada
Nem dormindo, nem acordada
Só essa sensação ruim
Esse nó no peito
Esse aperto na alma
Por quê?

2h13 da manhã
Água...
Sento na cama
Acendo a luz
Papel e caneta
Olhos vermelhos
Angústia.
Consigo ver luzes lá fora
Dou dois espirros
Escuto um apito, um automóvel que passa, um cão
E essa dor de algo que não sei?
Insônia e angústia
Medo!

Thursday, January 29, 2009

A boneca manca

O presente preferido foi dado por ele: a bonequinha manca que sorri segurando a placa com a frase mágica. Provavelmente ele chegou, viu, gostou e escolheu, com certeza não teve o olho clínico analista detalhista que nós mulheres lançamos a tudo que nos importa e não importa. E por isso mesmo, o presente é o meu preferido, escolhido espontaneamente. Ele nem percebeu que a bonequinha tinha um defeito. E por isso mesmo, eu gostei. Por isso mesmo. Gostei da sua imperfeição e sua plaquinha com a frase, a tal frase, a tal que muitos almejam, outros desprezam, e que é a mais importante e a que dá medo. A que muda tudo...
Talvez ele saiba que sou essa boneca cocha que ainda sorri apesar dos invernos castigantes das últimas décadas. A boneca que também castigada, levanta a plaquinha da esperança aos transeuntes, esperando a moeda da verdade.
Talvez ele tenha me presenteado com a bonequinha manqueba porque também saiba que é um anjo torto de asas esgarçadas, que sabe que “se chamasse Raimundo seria uma rima e não uma solução”...
E agora, aqui, neste quarto doente, eu me olho nela, boneca-espelho, e penso nele. Fico cá, ele lá, seres imperfeitos e com a nossa saudade perfeita.
(By Leka)

Beijos Preferidos



Meus beijos preferidos?
São os que molham
ardentes, quentes
profundos...
Língua entrando,
língua saindo.
Hum, mordiscadas e gemidos...
Meus beijos preferidos,
são doados,
de verdade.
Nunca mendigados!
(By Leka)

Homenagem...

Eu recebi esta mensagem de uma pessoa muito especial e senti que por mais que penso que não sou importante pra ninguém, sem querer, se está fazendo a diferença pra alguém...

"Lê!
Queria ver se você ainda está em Minaçu. Quero te entregar o vídeo da homenagem que fiz pra você há mais de um ano. Tentei mandar por e-mail, mas não deu, o arquivo é grande. Tenho ela em CD, volta e meia reviro, revejo, dá uma baita saudade de você, dos tempos em que passávamos juntas, você me ajudando sempre, sempre me incentivando e me demonstrando que eu realmente tinha valor. Quero que saiba mais uma vez da admiração que tenho pela sua força, a sua enorme garra em realizar seus sonhos, sua autenticidade;
Sei que o vídeo ficou com muitos defeitos; as fotografias ficaram borradas (são da época em que quanto mais photoshop tinha na fotografia, mais bonita esta ficava - rezava a lenda), o começo é de certa forma enjoativo por enrolar demais, tem muuuito 'falha-nossa', mas queria que você considerasse apenas a essência de tudo isso; pelo menos a tentativa de demonstrarmos o amor que sentimos por você, acho que isso é o que realmente importa.
Certa vez um tio meu me disse que conforme a gente vai crescendo e relembrando nossos tempos passados, fotografias e bilhetes, relendo diários e conversas, nós cada vez mais nos sentimos ridículos, e desaprovamos certas ações que fizemos outrora. 'Éramos ridículos e não sabíamos', ele diz.
Eu de certa forma até concordo com ele, e tenho esse vídeo como prova! hehehe, mas acredito nós a cada dia passamos por experiências que nos fazem amadurecer. Acredito que a vida é como um laboratório de experimentos, onde nós ficamos misturando diversas substâncias em um mesmo tubo de ensaio, testando dores, sabores, odores; vendo qual a melhor mistura, o que combina com o que. Mas todos os nossos erros em medidas e substâncias nos ajudam a fazer a 'fórmula ideal da vida'. E é pensando nisso que eu quero te agradecer por ter 'me aturado' por tanto tempo, por ter elogiado meus textos, mesmo eles sendo tão confusos e melancólicos. Por você ter me ajudado a amadurecer e a enxergar o mundo de uma forma ampla, e não tão hermética quanto o pensamento de alguns minaçuenses. Obrigada por me ensinar a ouvir músicas boas, a apreciar a vida e a lutar por aquilo que sonho. Você é prova viva de que sonhar vale a pena, não importa o tempo que demore; sua essência é uma das melhores 'misturas' que eu pude ter em meu laboratório, é uma fórmula rara, dessas tão valiosas. Eu era ridícula, mas me apoiei em 'ombros de gigantes', e foi com você que pude ver além do horizonte.
Torço muuito pela sua felicidade, sempre e para sempre!
Beijos
Amanda Laíza"

Tuesday, January 06, 2009

Pescaria


Sentados aqui
nesta nuvem embebida em acetona
cantamos os mortos...
e segurando nossas varas
pescamos estrelas
pra juntá-las todas
e fazer uma ponte que nos leve à lua

Rápido!
Antes que essa nuvem dissolva
jorrando as cores todas
dos esmaltes cremosos, cintilantes
das unhas que se enfeitaram
e tentaram aqui cravar-se.

Sentados aqui
pescamos estrelas
pra juntá-las todas
e fazer uma ponte que nos leve à lua
onde aquecidos em nós
cantaremos os mortos...

E as estrelas surrupiadas
guardadas em nossos bolsos
são para o caso de a ponte se romper.
Essas irão para o teto de nosso quarto
pra nas negras noites pretas
não nos assustarmos
ao ouvirmos unhas desbotadas
arranhando nossa janela
enquanto baixinho canteremos os mortos...

Saturday, November 08, 2008

Então...

De uma hora pra outra tudo muda... tudo pira... tudo acontece ou tudo deixa de acontecer... tudo se transforma... tudo já era... pessoas, sentimentos, desejos... a vida é mesmo uma caixa de surpresas... ora uma tragédia grega... ora um espetáculo de clown... estou viva e tão confusa!!!

Wednesday, October 08, 2008

...

Nossa, de repente você acorda e vê que a vida não é aquele show de rock frenético que você tanto imaginava...

Friday, June 13, 2008

Armadilha

Arapuca armada... silêncio...
Mas a caça percebeu
e da caçadora riu-se: tão tola!

Anjo de pimenta...

Bingo! Truco! Gol! Cesta!
O anjo de pimenta vingou-se...
E a "safada" sentiu arder, e doer.

Friday, May 09, 2008

EXTRA, EXTRA: Balão de Coração 666...


Aconteceu nesta sexta, 9 de maio de 2008, professora de Teatro enchia balões em formato de coração de látex para ornamentação de festa do dia das mães quando um balão estourou em sua boca, foi uma estilingada, doída. Sua coordenadora viu a cena, disse para ela parar e deixar o serviço para os rapazes da equipe. Mas ela insistiu em continuar. Encheu mais um. Encheu outro. E quando estava enchendo o terceiro: BUMMMMMMMMMMMMMM. Estourou. E dessa vez a estilingada foi no olho... UI!!! Ainda foi amparada pelos colegas de equipe, mas a dor era insuportável e foi parar no hospital. Resultado: lavagem, colírios, pomada e um tampão que só poderá ser retirado amanhã pela manhã. Pobre professora.

Em entrevista com outra professora, amiga da professora acidentada, ela nos contou exclusivamente que a vítima, ao chegar ao local de trabalho pela manhã confessou quase em lágrimas: “_Ai, estou com um pressentimento tão ruim hoje, como se alguma coisa fosse acontecer comigo...”, é, aconteceu!!!

Horas depois conseguimos um pequeno depoimento da professora acidentada que confessou: “_É, foi muito dolorido, e nunca pensei que um inocente balão pudesse causar tanto mal, tenho que permanecer com esse tampão até amanhã cedo, mas logo mais estarei preparada para o HEY HO, LET’S GO no Goma!”
(Alessandra Ramos Massensini)

Sunday, May 04, 2008

Eu, mulher

Sou mulher, sou mãe, sou pãe. Mulher. Menina. Eu não preciso ser SUPER. Só humana...
Então eu rio. Eu bebo. Eu fumo. Eu faço “coisas erradas” (será mesmo, o que é certo?). Eu choro. Eu sofro. Eu finjo. Eu escondo. Eu mostro. Eu (me) entrego. Eu mergulho, de ponta. Eu fujo.
Sim, eu já disse “eu te amo”. Mais de mil vezes. Pra família. Amigos (???). Pra homem? Pra um, e só. Mas me arrependo... não de ter dito, mas de ter dormido quando era pra eu estar de olhos abertos.
Eu xingo. Eu grito. Eu estresso. Eu sinto ciúmes. Eu digo que nunca mais. Eu vou embora. Eu mando embora. Eu volto.
Eu tenho pele. E sangue. Quente! Eu quero. Eu desejo. Eu faço, como eu quero, como querem. Eu quero. Eu quero. Eu quero.
Já dei ataques histéricos. E maléficos. E malignos. Atingi. E fui atingida. Apanhei. Bati.
Abro. Fecho. Guardo. Jogo fora. Reciclo. Sou ciclo, cíclico,círculo, circo.
Bela. Fera. Anjo. Demônio. Bem. Mal. E tão única.

Tuesday, March 04, 2008

Funeral



Ali, naquela escura sala da velha igreja jazia o corpo frio, sofrido e esquálido dele. A única pessoa que realmente se importava com ela... Por que ele a deixou assim? Ela fechou os olhos e recordou-se da casa no campo, do balanço de pneu na árvore, dos piqueniques no gramado, dos passeios na garupa da velha bicicleta, do cheiro de peixe fritinho quando ele voltava das pescarias. Começou a chorar convulsivamente, foi até o caixão, beijou ternamente sua testa, depositou flores: narcisos, as preferidas dele, ao lado de seu corpo e saiu correndo dali...
Pegou a estrada de terra e seguiu sem rumo... não sobreviveria a morte do avô querido.
(Alessandra Ramos Massensini)

Antônio



Antônio, cansado daquela vidinha medíocre que levava na pacata cidade de Minaçu, resolveu mudar-se para Goiânia. Fazia um ano que Sâmara havia lhe trocado por outro, estava na hora de recomeçar sua vida, parar de sofrer, parar de beber e fumar enlouquecidamente, esquecer aquela, aquela vaca!
Sozinho em casa, escutando Roberto Carlos, barba por fazer, acendeu mais um Free, abasteceu o copo com mais uma dose de Johnny Walker, caminhou até a janela e pôs-se a fitar o jardim... Jardim esse que já fora o mais belo da vizinhança, tanto verde, tantas flores, e agora estava ali, morto, frio, entregue ao nada, assim como seu coração.
De repente surge a figura de Shrek, seu gato persa de estimação, manhoso, lento, rechonchudo, lindo gato, presente da ex: Sâmara, pelo antepenúltimo aniversário. Às vezes sentia que ela amava mais o bichano que a ele. Aliás, amava o bichano. A ele não. Que ódio sentiu. Maldita, vagabunda, vaca!
Então, um terrível pensamento assombrou-lhe a idéia... e Antônio não hesitou... foi até a cozinha, armou-se de uma faca Ginsu 2000 que havia comprado através do canal de compras da TV anos atrás. Caminhou lentamente até o jardim, sorriu sarcástico e chamou musicalmente por Shrek que veio se esfregar em suas pernas...
(Alessandra Ramos Massensini)

Thursday, February 28, 2008

Desses depoimentos que faz chorar...

Olha aí, que coisa linda esse depoimento que recebi no orkut de uma ex-aluna de Minaçu chamada Ana Flávia... queria tanto poder abraçá-la...

"Ela mostra a língua, mostra o dedo, fala palavrão. Ela te protege, te faz RIR, e te entende. Ela fala UM MONTE de besteira e ADORA quando a escutam. Sabe amar, sabe ser AMIGA, sabe ser de tudo um pouco. Não é através de palavras que expressa o seu amor, ela diz que a verdade está nas ações. Gosta de vodka, caipirinha, wisk.. tem alcool? Ela bebe. Ela é MALUCA, mas com o tempo a gente se acostuma. Tem um coração enorme. Gosta de ajudar. Nunca age com a razão, sempre com o coração. Ela vive pra ser FELIZ e NÃO pra ser normal..!!!

bjus
Linda Leka........."

Sunday, February 24, 2008

A Lenda do Pequi



(Engraçado, eu odiava pequi, não suportava nem o cheiro, mas quando engravidei, há quase 10 anos atrás, meu primeiro desejo de grávida foi comer pequi!!! E hoje eu amo!!! Hehehehehehe, vai entender... ah, e essa lenda eu estava devendo pra minha turma de teatro da UFU, desde o passeio ao Rio de Janeiro ano passado...)


Tainá-racan tinha os olhos cor de noite estrelada. Seus cabelos desciam pelas espáduas com um tufo de seda negra e luzidia. O andar era elegante, cadenciado, macio como o de uma deusa passeando, flor entre flores, no seio da mata. Maluá botou os olhos em Tainá-racan e o coração saltou, louco e fogoso, no peito do jovem e formoso guerreiro. "Ela é mesmo linda como a estrela da manhã. Quero-a para minha esposa. Hei de amá-la enquanto durar a minha vida!"

Doce foi o encontro e, juntos e casados, a vida dos dois era bela e alegre com o ipê florido. De madrugada, Maulá saía para a caça e para a pesca, enquanto a esposa tecia os colares, as esteiras, moqueava o peixe, preparando o calugi para ofertar ao amado, quando ele chegasse com o cesto às costas, carregado de peixe e frutas, as mais viçosas, para oferecer-lhe.

O tempo foi passando, passando. No enlevo do amor, eles não perceberam quantas vezes a lua viajou pela arcada azul do céu, quantas vezes o sol veio e se escondeu na sua casa do horizonte. Floriram os ipês. Caíram as flores. Amareleceram as folhas, que o vento levava em loucas revoadas pelos campos. Os vermelhos cajus arcavam de fartura e beleza os galhos dos cajueiros. As castanhas escondiam-se no seio da terra boa. Rebentavam-se em brotos, e novos cajueiros despontavam. As cigarras enchiam as matas com sua forte sinfonia e sua vida evolava-se, aos poucos, em cada nota de seu canto. Nascimentos, mortes, transformações e os dias andando, andando.

Após três anos de casamento, numa noite bonita, em que o rio era um calmo dorso de prata à luz do luar e os bichos noturnos cantavam fundas tristezas e medos, Maluá encostou a cabeça no peito de Tainá-racan e apertou-a com ternura. No olhar de ambos, há muito, havia uma sombra. Nenhum deles tinha a coragem de falar. Uma palavra de mágoa, temiam, poderia quebrar o encanto de seu amor. A beleza da noite estremecia o coração sensível de Tainá-racan. Ela ajuntou a alma dos lábios e perguntou com voz trêmula, em sussurro:

-Estás triste, amado meu? Nem é preciso que respondas. Há tempo vejo uma sombra nos teus olhos.

-Sim, respondeu o valente guerreiro. Tu sabes que eu estou triste e tu também estás. A dor é a mesma.

-Onde está nosso filho que Cananxiué não quer mandar?

-Sim, onde está nosso filho?...

Maluá alisou com carinho o ventre da formosa esposa. "E o nosso filho não vem", murmurou. Dois pequeninos rios de lágrimas deslizaram pelas faces coradas de Tainá-racan. Um vento forte perpassou pela floresta. Uma nuvem escura cobriu a lua, que não mais tornava de prata as águas mansas do rio. Trovões reboaram ao longe. Maluá envolveu Tainá-racan nos braços e amou-a. "Nosso filho virá, sim. Cananxiué no-lo mandará".

Quando os ipês voltaram a florir, no ano seguinte, numa madrugada alegre, nasceu Uadi, o Arco-Íris. Era lindo, gordinho, tinha os olhos cor de noite estrelada como os da mãe e era forte como o pai. Mas, havia nele algo diferente, algo que espantou o pai, a mãe, a tribo inteira: Uadi tinha os cabelos dourados como as flores do ipê. Maluá recebeu o nascimento do filho como um presente de Cananxiué. Seu coração, contudo, estremeceu com a singularidade dele. Começou a espalhar pelo tribo a lenda de que o menino era filho de Cananxiué. O menino crescia cheio de encanto, alegria e de uma inteligência incomum. Fascinava a mãe, o pai, a aldeia, a tribo toda. Com rapidez incrível aprendeu o nome das coisas e dos bichos. Sabia cantar as baladas tristes e alegres que a mãe ensinava. Era a alegria e a festa da mãe, do pai, da tribo.

Um dia, Maluá, com outros guerreiros, foi chamado para a luta. Os olhos pretos de Tainá-racan encheram-se de lágrimas. O rostinho vivo de Uadi se ensombreceu. À despedida, seus bracinhos agarram-se ao pescoço do pai e ele falou: "Papai, vou-me embora para a noite, depois, chegarei à casa de Tainá-racan, a mãe, lá no céu". E seu dedinho róseo apontou o horizonte. O corpo de bronze do guerreiro se estremeceu. Seus lábios moveram-se, mas as palavras teimavam em não sair. Ele apertou, com força, o menino nos braços e, por fim, falou: "Que é isso, filhinho, tu não vais para lugar nenhum, nenhum deus te arrancará de mim. A tua casa é a casa de tua mãe, Tainá-racan, aqui na terra, e a de seu pai. Se for preciso, não partirei para a guerra. Ficarei contigo".

Nesse momento, Cananxuié, o senhor de todas as matas, de todos os animais, de todos os montes, de todos os valores, de todas as águas e de todas as flores, desceu do céu sob a forma de Andrerura, a arara vermelha, e gritou um grito forte: "Vim buscar meu filho!" Agarrou-o e levou-o pelos ares. Tainá-racan e Maluá caíram de joelhos. O guerreiro abriu os braços gritando: "O filho é nosso, sua casa é a de sua mãe, Tainá-racan, aqui na terra! Devolve meu filho, a Cananxiué! O grito de Maluá ecoou pela mata, ferindo de dor o silêncio. O peito do guerreiro palpitava de sofrimento como uma montanha ferida pelo terremoto. O velho chefe guerreiro aproximou-se dele, bateu-lhe no ombro e bradou: "Teus companheiros já partem. Maior que tua dor é tua honra de guerreiro e a glória de nossa tribo! Vai, meu filho, Cananxiué buscou o que é dele. Muitos outros filhos ele te dará. Tainá-racan é jovem. Tu és jovem. Vai, guerreiro, não deixa a dor matar sua coragem!"

Maluá partiu. Tainá-racan encostou a fronte na terra, onde pouco antes pisavam os pezinhos encantados de Uadi. Chorou. Chorou. Chorou três dias e três noites. Então, Cananxiué se apiedou dela. Baixou à terra e disse: "Das tuas lágrimas nascerá uma planta que se transformará numa árvore copada. Ela dará flores cheirosas que os veados, as capivaras e os lobos virão comer nas noites de luar. Depois, nascerão frutos. Dentro da casca verde, os frutos serão dourados como os cabelos de Uadi. Mas a semente será cheia de espinhos, como os espinhos da dor de teu coração de mãe. Seu aroma será tão tentador e inesquecível que aquele que provar do fruto e gostar, amá-lo-á para jamais o esquecer. Como também amará a terra que o produziu. Todos os anos, encherei, generosamente, sua copa de frutos, que os galhos se curvarão com a fartura. Ele se espalhará pelos campos, irá para a mesa dos pobres e dos ricos Quem estiver longe e não puder comê-lo sentirá uma saudade doida de seu aroma. Nenhum sabor o substituirá. Ele há de dourar todos os alimentos com que se misturar e, na mesa em que estiver, seu odor predominará sobre todos. Ele há de dourar também os licores, para a alegria da alma".

Tainá-racan ergue o olhar, aquele olhar onde brilhou a primeira estrela da consolação. E perguntou ao deus:

-Como se chamará, Cananxiué, esse fruto, cujo coração são os espinhos de minha dor, cuja cor são os cabelos de ouro de Uadi e cujo aroma é inesquecível como o cheiro dessa mata, onde brinquei com meu filhinho?

-Chamar-se-á Tamauó, pequi, minha filha. Quero ver-te alegre de novo, pois te darei muitos filhos, fortes e sadios como Maluá. E teu marido voltará cheio de glória da batalha, pois muitos séculos se passarão até que nasça um guerreiro tão destemido e tão honrado! Ele comerá deste fruto e gostará dele por toda a vida!"

Tainá-racan sorriu. E o pequizeiro começou a brotar.
(Marieta Teles Machado)

Saturday, February 23, 2008

Planos para o futuro!!!

França
"São cerca de 70 milhões de visitantes por ano: o país que mais recebe turistas no mundo. Tanta procura não pode ser à toa. A França mistura tradição com modernidade - e muita história. Foi aqui que se disse, pela primeira vez, a famosa frase: Igualdade, Liberdade, Fraternidade - quando os rumos da humanidade foram mudados durante a Revolução Francesa.
Sempre ditando regras, os franceses inventaram a alta-costura e a indústria da moda. Foi aqui, também, que se criou o conceito básico de culinária - e é onde está a mais prestigiada escola de cozinha do mundo: a Cordon Bleu. No país em que os filósofos são tão famosos quanto as estrelas de rock, pode-se ver de tudo: arte, literatura, cinema, gastronomia, vinhos, perfumes,... E ainda provar de tecnologias de última geração, como o famoso trem bala.
Os cenários são deslumbrantes. Começando pela capital, Paris, onde estão monumentos famosos como a Torre Eiffel, a catedral de Notre Dame e a famosa Universidade de Sorbonne. Isso sem falar no museu no Louvre e nas refinadas lojas de grife.
Na fronteira da Itália com Suíça está a principal estação de esqui do país: Chamonix. Na costa sul fica Nice, o principal balneário da Riviera Francesa. O mau humor francês é conhecido mundialmente. Muito disso tem a ver com a preocupação deles em preservar seu idioma: eles não fazem questão de falar inglês com os turistas, por exemplo. Por isso, vá sabendo, pelo menos, um bonjour (bom dia), merci (obrigado) e s´il vous plaît (por favor).
Capital:Paris
Idioma: Francês (oficial), basco, bretão e dialetos franceses
DDI: 33
Visto:Não é exigido até 90 dias
Horário comercial: Varia. A maioria dos bancos abre de segunda a sexta, das 9h30 às 16h30. Alguns, principalmente nas pequenas cidades, fecham para almoço. O horário, normalmente, está escrito nas portas. Muitos museus fecham um dia por semana - normalmente, na terça. O horário normal de funcionamento é das 9h30 às 17h. Nas grandes cidades, as lojas abrem das 9h às 19h.
Moeda: Euro
Carta de Motorista: É aceita a licença brasileira Limite de velocidade: Depende da rodovia: varia de 90 km/h a 130 km/h. Nas cidades, o limite é de 60 km/h. As multas por excesso de velocidade são altas.
Temperaturas médias: No verão (julho), as temperaturas variam de 15 a 25 graus. No inverno (janeiro), de 1 a 6 graus
Voltagem: 220V, mas pode-se encontrar, em estabelecimentos antigos, voltagem de 100V.
População: 59,1 milhões
Área: 543.965 km2
Data nacional: 14 de julho (queda da Bastilha)
Regime político: República com forma mista de governo..."

Saturday, January 12, 2008

O Melhor Dançarino de São Paulo...



O melhor dançarino de São Paulo - Letra: Nenê Altro / Música: Marcelo Tyello


"Eu podia dizer um monte de coisas bonitas,
que rimem bem
e que mesmo que não façam sentido
pudessem vender.
É, eu podia ser só um cara bonzinho
e bem arrumado,
com as roupas limpas
e que fique bem em sua parede.

Mas sou só alguém como você,
que gosta de falar e abraçar os amigos.
E me vale bem mais saber
que tudo isso aqui tem valor pra você
e que eu também fui fã igual
quando pegava meus LPs
e colocava na vitrola pra me sentir em casa.
Era só eu, meus 7 Seconds
e sempre no final eu não me sentia só
e me sentia bem.

Eu não tenho emprego
e sou coberto de tatuagens.
Eu passo o dia vivendo às margens.
Sou peça com defeito.
Pois não consigo ser
esse mocinho bem comportado.
Eu encho a cara, arrumo encrenca
e faço tudo errado.

E mesmo não sendo
o que você apresentaria a seus pais,
eu queria dizer
que gostaria de te levar naquela rua onde cresci,
onde eu andava de bike
e onde dei o meu primeiro beijo.
E dizer que passei a vida inteira
tentando mostrar
que o que não dá pra colocar em palavras
é toda a vida de um garoto e uma guitarra
que ainda não sabe tocar."

Friday, January 11, 2008

Equalize




E de repente me deu uma saudade de 2005, desta música, do gosto de morangos na boca, "daquele" espelho mágico... de tantas coisas...

"Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito

Enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho, tão de perto
Me balanço devagar
Como quando você me embala
O ritmo rola fácil
Parece que foi ensaiado

E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim

Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Que fica me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tenta me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais

Até parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar

E o tempo é só meu
E ninguém registra a cena
De repente vira um filme
Todo em câmera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é

Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim ..."

Wednesday, January 09, 2008

Duas versões...

Primeira:

Ela abriu os olhos, pela fresta da janela viu que o dia estava claro, estendeu a mão preguiçosa até o criado ao lado da cama, alcançou o celular, 8h30 da manhã. Nossa! Sentou-se na cama, largou o celular ali de qualquer jeito, calçou os chinelos, uma preguiça “baiana” a impedia de levantar, mas ela precisava fazer isso, era o grande dia! “O Dia D”. Levantou-se. Caminhou até o som e sintonizou sua rádio preferida, bem baixinho. Destrancou a porta do quarto. Foi até o banheiro e gastou cerca de dez minutos em sua higiene matinal. Olhou-se no espelho, sentia-se bem, até sorriu e verdadeiramente... mas lembrou-se do “Dia D”. Apressou-se... deixou o banheiro, foi até a cozinha e preparou o café: leite com achocolatado e banana amassada com mel. Sorveu-o. Voltou ao quarto! Sexta-feira, “oba”, mas antes o “Dia D”... Pegou o material no guarda-roupa, sentou-se na cama e (re)começou a estudar! Era o “Dia D”, prova de literatura Dramática na faculdade! A prova... a esperada... a temida...

Segunda:

(Quarto já iluminado pelo Sol, uma cama de solteiro, um criado mudo ao lado da mesma, um aparelho celular sobre ele, um guarda-roupas, uma pequena mesinha com um som sobre ela e Sofia ainda de pijama sentada na cama, cara de sono. O celular toca.)

(Sofia):-Alô, oi Jasmine, ai amiga, é hoje, nossa, estou desesperada, hoje é o grande dia. (silêncio) Tá, eu sei, tenho que ficar calma, relaxar, ai amiga, mas estou com medo, é hoje. O grande “Dia D”! (silêncio) Certo, beijo, a gente se encontra mais tarde.

(Sofia levanta da cama, calça os chinelos, liga o rádio e diz em voz alta...)

(Sofia):-Meu Deus, me ajude, me ajude, eu estou com medo!

(Batem na porta do quarto.)

(Sofia):-Entra!
(Paula):-Sofia, vamos tomar café? Bom dia...
(Sofia):-Ai Paula, bom dia, é hoje...
(Paula):-Relaxa, garota, vai dar tudo certo, você vai ver, e no mais, sorria, hoje é sexta-feira.
(Sofia):-Eu sei, mas antes tenho que passar pelo “Dia D”.
(Paula):-Dramática!
(Sofia):-Não, trágica mesmo... Tragédia grega...
(Paula):- (rindo) Ai, ai, ai, só você mesmo, dona Sofia.
(Sofia):-Isso, ria da desgraça alheia...
(Paula):-Vai, vem pra cozinha, sô, fiz leite com achocolatado, banana amassada, vamos comer...
(Sofia):-Tá, vamos, deixa só eu fazer pipi e escovar os dentes. (silêncio) Mas, Paula... hoje é o “Dia D”, e se eu me ferrar?
(Paula):- (irônica) Por favor, dona Sofia, queira se dirigir à residência do sr. Demônio, sim?
(Sofia):-Pára!
(Paula):-Pára você, acho que não é drama e nem tragédia grega mais, já é um daqueles “melodramões mexicanos bem exagerados”! Cara, não tem lógica, medo de uma prova de Literatura Dramática para a qual você estudou a semana inteira? Me polpe, né?
(Sofia):- Mas é “a prova” e não “uma prova”, você não entende.
(Paula):-Nossa... e nem quero então!
(Sofia):-Quer saber, Paula... na boa, vai lá tomar seu cafezinho sozinha, eu vou estudar um pouco mais.
(Paula):- (com raiva e deixando o quarto) Ah, quer saber? Vá-pro-in-fer-no!


(Sofia dá de ombros.)

by Alessandra Ramos Massensini

Monday, January 07, 2008

Lyginha

(Escrito por mim e minha amiga Marcella Prado para a aula de Criação de Roteiro Dramático...)

Cenário: Varanda com vista para o jardim, uma poltrona reclinável, mesinha de centro com cinzeiro e cigarro aceso. Lyginha está no jardim e Afonso, o marido, lê um jornal na poltrona.

Lyginha: moça de 27 anos, traços delicados, corpo de menina, olhar doce, sonhadora.

Afonso: 35 anos, gordo, egocêntrico e mal-humorado.

(Lyginha):- (acenando para o marido) Afonso, veja como estão belas as orquídeas...
(Afonso):- (sem desviar os olhos do jornal que lê) Hum, hum!
(Lyginha):- Olha como estão floridas!
(Afonso):- Que coisa tola e rotineira, qualquer planta flori na primavera!
(Lyginha):-Afonso!
(Afonso):- Hum...

(Lyginha sai do jardim e caminha até o marido na varanda, meio frustrada com a falta de atenção do mesmo. Mas, ela o ama.)

(Lyginha):- (faceira) Meu bem, eu fiz uma máscara de Colombina, tão linda, está lá no quarto, quer ver?
(Afonso):- (sem desviar novamente os olhos do jornal) Hum, hum!
(Lyginha):- (brava) Eu já ia fazer uma de Arlequim pra você, mas desse jeito é melhor eu fazer uma de Pantaleão!
(Afonso):- (indiferente) Pra que máscara?
(Lyginha):-Ora, Afonso, para o baile de máscaras de fim de ano da sua empresa...
(Afonso):- (sem esboçar reações) Ah tá. Hum, hum...
(Lyginha):- (sonhadora) E depois, amor, ainda podemos aproveitá-las pra brincar com as crianças do prédio.
(Afonso):- (friamente) Não entendo esse amor por crianças que nem são nossos filhos!

(Lyginha abaixa a cabeça tristemente, mas logo sorri para o marido na esperança de cativá-lo.)

(Lyginha):- (docemente) Amor, cheira este meu novo perfume, é tão gostoso... (e oferece o pescoço para o marido que se afasta, tentando folhear o jornal)
(Afonso):-Hum, hum!

(Lyginha se estressa e se afasta do marido.)

(Lyginha):-Cansei de não ser notada por você, Afonso! Você é tão seco! Estou cansada da sua indiferença! Será que tem um armário no seu peito? Essa vida é uma prisão... só não lhe meti um chifre até hoje porque sou uma mulher de respeito. Quer saber, estou farta de seus hum-huns. Existe um homem que me valoriza, me dá atenção, me tenta todos os dias para eu sumir no mundo com ele. Quer saber? Vou aceitar, vou-me embora com o leiteiro!

(Dá as costas ao marido e desaparece pelo jardim, de repente Afonso se deu conta que a esposa falara a verdade...)

(Afonso):- (grita desesperado) Lyginhaaaaaaaaa! (mas já é tarde demais.)

Saturday, December 08, 2007

Toc Patoc do inferno!!!

A moça deitada no escuro negro sombrio de seu quarto, adormecendo, adormecendo... e o maldito toc patoc (re)começa... bem em cima dela, ela tampa os ouvidos, vira e revira e toc patoc pra cá e pra lá... diabos!!! Que trauma desses malditos tocs patocs dos infernos! Então sua memória resolve lhe fazer sofrer, traição: "-Eu tô escutando os tamancos, quem tá aí, quem tá aí?"
Que vontade de gritar PÁAAAAAAAAAAARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! Mas não, ela fez uma oração que não conseguiu chegar ao final pois adormeceu sem saber sabendo qual foi o desfecho dos malditos tocs patocs que pairavam sobre ela...

Monday, November 26, 2007



Eu vou!!!

????

Ih... não deu certo... o Gael Garcia nem me deu moral... pensei que em 24h ele seria meu... huahuahuahuahua...

Thursday, November 22, 2007

????

Dicas para conquistar um homem
Seu homem em 24 h.
Oh, Minhas 13 Almas Benditas sabidas e entendidas, a vós peço pelo amor de Deus, atendei ao meu pedido: Que (nome do amor) venha até mim apaixonado, louco de desejo. Que ele queira ficar comigo e me ame para sempre, minhas 13 Almas Bendidas. A vós peço, pelo sangue de Jesus, que em seu sagrado corpo derramou, atendei ao meu pedido: que (nome do amor) venha até mim apaixonado e louco de desejo e tesão, com muito carinho e respeito, o mais rápido possível, amém.
Plubicar assim que terminar a oração.


Dica enviada por: - TO

(Se der certo, eu juro que conto pra vocês!!!)

Só mais uma canção de amor...

(Nossa, mais um achado pré-histórico meu... escrita em 2005, quando a maldita onda EMO assolou o planeta, inclusive Minaçu, rssssssssssssss... especialemte para aquele cara, tão Dorian Gray, que invadiu minha vida em 2003!!!)

Essa é só mais uma canção de amor
pra você escutar baixinho antes de dormir
enquanto seus braços envolvem outro alguém
embaixo do cobertor, nessa fria noite de julho...

Essa é só mais uma canção de amor
pra você saber que ainda vive dentro de mim
E que dói muito o seu desprezo
após eu ter me entregado tanto...

Essa é só mais uma canção de amor
pra você saber que quando voltar
eu ainda vou estar lá,
mas não vai ser tão simples, tão fácil...

Essa é só mais uma canção de amor
pra você relaxar, fechar seus olhos, sonhar...
quem sabe nos seus sonhos
não veja o quanto realmente lhe quis bem?

Essa é só mais uma canção de amor
então durma, meu amor...
durma...

(KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK... isso é ridículo, não??? Mas me diz se uma pessoa apaixonada não é mesmo ridícula???)

Saturday, November 17, 2007

Ilha

(Escrito num insano momento GROUPIE meu em 2005 para o FRONT MAN pelo qual eu era louca!!!)

Sou mar, você ilha deserta
a mais selvagem e misteriosa,
minha preferida.
e quantos quilômetros percorridos
quanto tempo ruim enfrentado
pra que pudesse chegar as suas areias.

E eu cheguei...
tão mar
Invadindo a sua ilha
tão seu, todo seu
indo, vindo, avançando...
até ser só seu, seu, seu
seu mar.

E você não é miragem,
sua areia é quente,
seus coqueiros balançam ao vento
espalhando minha maresia.

E nesse invadir tanto a sua ilha
meu mar descobriu um de seus mistérios
você não é deserta
uma bela nativa habita sua areias
e cuida de você com tanta paixão!

Então meu mar teve que ir
Ir, ir, ir embora...
Deixar sua orla
Tão feliz e tão triste...

Deixei minha ilha não-deserta.

Monday, November 05, 2007

...

"Parece cocaína, mas é só tristeza..."

Tuesday, October 23, 2007

Alturas...

A alegria das "alturas" bem alto e às altas é permitida aos outros, nunca a mim. Mas vai "vencer", brevemente...

Sunday, October 07, 2007

Saturday, October 06, 2007

Retrato




"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?"

Wednesday, October 03, 2007

Fico assim sem você...


Para meu filho Luís Gustavo...


"Avião sem asa.
fogueira sem a brasa.
Sou eu assim sem você.
Futebol sem bola.
Piu-piu sem o frajola.
Sou eu assim sem você.

Porquê é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante.
Nem mil auto-falantes.
Vão poder falar por mim.

Amor sem beijinho.
Buchecha sem Claudinho.
Sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço.
Namoro sem abraço.
Sou eu assim sem você.

Tô louco pra te ver chegar.
Tô louco pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço.
Retomar o pedaço.
Que falta no meu coração.

Eu não existo longe de você.
E a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver.
Mas o relógio tá de mal comigo.

Por quê?
Por quê?

Neném sem chupeta.
Romeu sem Julieta.
Sou eu assim sem você.
Carro sem a estrada.
Queijo sem goiabada.
Sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante.
Nem mil alto-falantes.
Vão poder falar por mim.

Eu não existo longe de você.
E a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver.
Mas o relógio tá de mal comigo.


Por quê... Por quêêê?

Eu não existo longe de você.
E a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver.
Mas o relógio tá de mal comigo.


Por quê?
Por quê?"

Thursday, September 27, 2007

Respota 6...

Então... pra terminar... "triste despedida" é o caralho, e de asas ainda!!!

Resposta 5...

Então... o quê??? Ouvi alguém me dizer que respeita minha pessoa??? Nossa, alguém aí tem um dicionário pra eu ler o significado de respeito pra outro alguém??? E aproveito também pra ler o verbete escrúpulo... porque alguém que quer destruir uma amizade de 14 anos não tem escrúpulo e muito menos respeito algum...

Resposta 4...

Então... se eu uso saia curta curta, o problema é meu... unicamente meu... agora... por causa disso eu quero darrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr??? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK... podre, ridículo... essa foi a mais podre!!!

Resposta 3...

Então... o quê??? NARCISISTA... EU???????????? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK... essa foi a melhor... acho que algumas pessoas precisam de espelho pra se enxergarem melhor... e pararem de ver nos outros o que existe nelas...

Resposta 2...

Então... se a cada dia eu estou com um gay diferente, o problema é meu... unicamente meu...

Tuesday, September 25, 2007

Resposta 1...



Então... se sou ou vim da roça, o problema é só meu!!! Unicamente meu!!!

É...

De repente um dia você acorda e descobre que estava tudo errado... que triste é... mas que bom que você ainda descobriu... e sabe que agora fará tudo pra ser diferente...

Sunday, September 23, 2007

Totalmente livre agora!!!

Pitty - Na Sua Estante

"Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
'Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar a minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam
E essa abstinência uma hora vai passar..."

Monday, September 17, 2007

Grande verdade... eterna verdade...



I'M GONNA KILL... KILL... KILL BILL!!!

De repente...

De repente eu sinto uma vontade louca de algo que não faço há anos... anos... a vontade de ter alguém para amar... pena que este maldito medo de quebrar a cara me atormenta, e não passa, e me trava... quando... quando, Deus... quando isso vai passar??? Por que gosto, desejo, quero... mas não amo??? Até quando??? E meu tempo vai passando...

Saturday, September 15, 2007

É Tom Zé... você é um mané!!!


(VANGUART
- JAMBOLADA 2007...)

Jambolada 2007 e o show mais esperado do primeiro dia... Tom Zé!!! Que me desculpem, odiei... sempre tive grande vontade de curtir um show do cara... mas... no palco, descobri um tiozinho "eu me acho"!!! Pô, o cara estava empombando da galera estar curtindo, cantando e gritando... ah, vai tomar no cu!!! Ele falava umas coisas que eu já estou careca de ler e ver por aí, denúncias sociais e tal... e porque a galera gritava achando o "máximo" por ele estar dizendo aquilo, ele dava sermão no povo... perguntava se a pessoa queria subir no palco e falar no lugar dele... uma merda... o problema desse povo "intelectual" demais é a soberba... puta que pariu... e pra mim... o maior defeito de uma pessoa!!! Tá certo que teve um babaca lá que subiu no palco e ficou gritando FLIPERAMA sem parar e pagou o maior mico... ridículo... mas o Tom "Narciso" Zé... decepcionou grande parte da galera... acabou que nem terminei de curtir o show dele... fui sentar... ele não desceu pela minha garganta, eu o vomitei!!! Ele ainda teve a capacidade de dizer algo parecido com: "Eu tinha outras coisas pra fazer, mas tô aqui!!!" Porraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

Agora... quem me pirou de verdade, foi uma banda que eu não conhecia chamada "Vanguart" do Mato Grosso... cara... que foi aquilo???
Os garotos arrasaram... às vezes quando eu fechava os olhos... putz, tinha impressão de estar escutando THE LIBERTINES na minha frente... não, nada a ver, as duas bandas são únicas, nada de decalques... mas é que tive a mesma sensação de quando ouvi The Libertines pela primeira vez: no outro dia eu queria saber tudo dos caras!!! Vanguart compensou cada centavo do ingresso e todo o meu sono e cansaço de uma semana hiper corrida... depois dos caras ainda tinha "Porcas Borboletas" e "Daniel Beleza & os corações em fúria", a última, que eu estava louca pra ver... mas fui embora com minha turma... Vanguart valeu a noite!!!

Ah... hoje tem Nação Zumbi... não desmerecendo o som dos caras que é ótimo... ah, mas o que é ver a Nação Zumbi pra quem já viu Chico Science e Nação Zumbi??? Hum??? É... sem soberba, pelo amor de Deus... mas eu vi!!!

Wednesday, September 05, 2007

Scrap show 2...

Scrap mandado pelo meu ex- professor de Química do terceiro ano do Colégio Pitágoras em Minaçu, Clóvis,no dia que passei no vestibular de TEATRO da UFU...

"E na inevitabilidade do destino, faz-se o nosso caminho...Gostaria de estar aí, depois de tanto tempo, para te dar um abraço apertado de alegria, de carinho e de orgulho. Poucas vezes, vi um destino tão traçado e claro como o seu, no palco da nossa escola em Minaçu. Então, saiba que torço para que a sua estrada seja iluminada e que vc possa caminhar e se encontrar, por onde sempre desejou e quis. Felicidades e um grande beijo, Alessandra !!"

Lindo demais... me emocionei...

Tuesday, September 04, 2007

Scrap show 1...

Scrap mandado por minha irmã Ariana no orkut... scrap que vale à pena estar aqui, exposto!!!


"Oi Alê! Fico muito feliz por vc conseguir dar início a um de seus sonhos! Parabéns pela aprovação no vestibular...
Na sexta feira comemorei meu aniversário numa Boate em Anápolis, a Nobel. Pensa na festa... Tinha balão, bolo, docinho, cerveja, duas bandas animando a noite e um monte de gatinhos... Foi show! Encontrei um professor moreninho, meio vesgo, que trabalhou com vc no Ávila e deu aula no cursinho... Acho que é Zé Carlos, sei lá... Mas ele te mandou um abraço.
Resolveu o negócio da pensão do Lulu? Não perde tempo não, seu filho tá precisando. Pára de dar bobeira porque as pessoas tem que arcar com suas responsabilidades, sabe do que eu tô falando né?
Ah! Tô em Curitiba! Pensa num lugar LINDO!!! Vou participar do Congresso de EAD Internacional, ficarei até sexta feira...
Bjão!!!"

Ele anda "mexendo" com meus hormônios... porque a fila anda...

O mínimo que andamos juntos pelas ruas hoje, me fez ficar o máximo na cama agarrada ao bicho de pelúcia, rolando de um lado ao outro, imaginando mil putarias com você, enquanto todas aquelas bandas de rock "envenenavam" meu quarto... e que vontade deu de subir no telhado e dar um uivo no cio pra cidade inteira escutar, pra você escutar e quem sabe, você vir até mim, meu bem misterioso de nome mágico!

Wednesday, August 29, 2007

Atriz, sim senhor...





"Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura, o rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida



Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz



Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida..."

Porque hoje eu estou feliz...

UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU... até que enfim... depois de 13 anos, hoje farei a matrícula mais sonhada de toda a minha vida estudantil... a matrícula no curso de TEATRO da UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA... como sonhei com isso, como essa conquista me foi adiada, podada, ridicularizada, desacretidata... mamãe ainda não está aceitando... mas creio que até o final do curso, daqui 4 anos, ela mudará sua cabeça e me dará os parabéns... só quis postar esse pequeno desabafo porque hoje eu estou feliz... e como!!!

Tuesday, August 28, 2007

Porque tudo passa...

É... às vezes temos que aprender algo da forma mais cruel e terrível que há... ótimo, pelo menos a gente aprende de vez... arrasada??? Não mais... passou... porque tudo passa... e nem precisei de "11 dias", acho que só 2... e a trilha sonora agora é KILL BILL (Vol. 1 e 2)...

Sunday, August 26, 2007

Porque hoje eu estou arrasada...

E aí está... o clipe e a letra mais perfeita para o dia de hoje...

http://www.youtube.com/watch?v=SO9Lj0T93Xk

... porque eu também fico triste... porque hoje eu estou arrasada...

Friday, August 24, 2007

O Sapo




O sapo verde de pelúcia
sem gosma, na cama
me olhando

Eu entendo

Ele diz:
_ Noite passada me trocou
por outro,
de verdade,
com gosma,
e deixou que te "gosmasse"
a noite toda!

No MSN...

Eu e aquele amigo de tantos tantos tantos tantos anos no MSN:

"EU:
- Uhuuuuuuuuuuuuu, passei no vestibular de Teatro da UFU!

Ele:
_ Aê Alêeeeeeeee, que massa, parabéns!

Eu:
_ Nossa, eu estou tão feliz...

Ele:
_ Agora a gente já pode casar..."


(Hehehehehehehehehehehehehehehe)

Sunday, August 19, 2007

Olha só...



Meninos, eu vi... com estes olhos que um dia os vermes irão de comer... Elvis, the Pelvis voltou do além para fazer seu último show(???)aqui na Terra... lugar escolhido: London Pub, Uberlândia... reparem até nos resquícios de nuvens pairando no ar... ah, fui uma das escolhidas pra ganhar sua echarpe branca banhada de suór... rssssssssssssssssssss, ela está bem ali... no meu cabideiro...

Tuesday, August 14, 2007

Pirroludo Mor...

Não espere muito de duas amigas que numa noite que antecede um feriado vão ao boteco, tomam umas, falam bem e mal de quem querem e ao chegarem em casa, pois moram juntas, resolvem baixar vídeos da net com a intenção de elegerem o homem mais "pirroludo" do mundo da música... KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK... sim, é verdade... olha, e foi uma decisão suspirante... and the Oscar goes to... ah, confira abaixo, veja se não temos razão... ele é nosso pirroludo mor...

http://www.youtube.com/watch?v=2XDBngjyN6g&mode=related&search=

(Ai, só esperamos que ele não seja biba... please God... não, ele não... o Lenny não... nos perdoe por nossos pecados... amém!!!)

Monday, August 13, 2007

Metaforizando...


Miss Kiddo é totalmente do bem... não pretende usar sua katana à toa, por pura exibição... mas, se algum dia precisar desembainhá-la, será por um motivo nobre, ela deverá sentir o gosto de sangue... não retornará para onde estava guardada limpa... se sobreviver, continuará a treinar com mais veemência, dia após dia, noite após noite, debaixo do sol escaldante ou da chuva castigante, se morrer, uma morte lutando é uma morte digna e iluminada...

Sunday, August 12, 2007

Dia dos pais...


Hoje é dia dos pais... gostaria de homenagear o pai mais dedicado e amoroso que conheço... meu irmão Rodrigo... pai dessas duas princesas das fotos... Duda e Bruninha... ah, se os pais que existem por aí tivessem 10% dele... Love you, meu mano... um "beautiful day" pra você!

Thursday, August 09, 2007

Tênis e Pênis...

Tênis e pênis não são apenas duas palavras paroxítonas com sons aproximados, têm muito mais em comum do que “explica nossa vã filosofia”.
Têm vários tamanhos, cores e modelos, ou seja, para todos os gostos e credos.
Às vezes cheiram mal, mas nada que água e sabão não resolva.
Ambos ficam protegidos, o tênis pela meia e o pênis pela camisinha evitando assim alguma contaminação.
Tênis e pênis são gostosos de usar, amaciam, nos deixam leves, propiciam grande prazer.
A língua do tênis o deixa firme e uma língua no pênis, hum... quando a língua fala do pênis, fica tímida.
O tênis, na maioria das vezes é preso por um cadarço, já o pênis, se preso pelo zíper, ai ai ai...
O tênis chuta a bola, o pênis se agarra às bolas e não desgruda!
O tênis, quanto mais velho, mais confortável, mais gostoso de usar, já o pênis...

(Hehehehe, texto produzido durante um exercício na aula de Estilística da pós de Língua Portuguesa da Universo pelas alunas Alê Ramos, Alê Quézia, Cris Fullini, Mislene Bernado, Kekinha Venâncio e Gisele... o texto teve que ser lido pra todo mundo da sala, foi um barato!!!)

Wednesday, August 08, 2007

Marina...

E naquela noite, após ela ter se sentido tão só, apesar da companhia do seu anjo da guarda de chupeta, ele ligou dizendo que ia rolar uma festa na casa deles, tudo bem, não era o que ela havia planejado para aquela noite fria de sábado, mas queria bem tudo o que lhe deixasse feliz naquele momento de sua luta para largar o inimigo maldito e destruidor.

Tempo depois, ele chegou com a turma que não se inibiu em reapresentar a ela uma ex- conhecida, a Marina... ela se sentiu enciumada por saber que Marina passou a tarde com seu homem, sem tentá-lo, claro... até porque Marina pode ser o máximo, mas ele não vai com sua cara, inclusive falou mal da garota tantas vezes, até ameaçou a amada, ai dela se andasse com a moça!!!

E olha que a danada era fascinante, misteriosa. No fundo, ela queria trocar idéia com Marina. Então, aos poucos, timidamente e disfarçadamente, enquanto seu homem era o churrasqueiro da vez, ela puxava um assunto com Marina sim, dava tapa em velhas teorias e aguçava os sentidos para entendê-la e a ela, e a todos aqueles “amigos” ali disputando o som entre tapas e tragadas de vinho... o que tocar: Ramones ou Red Hot Chili Peppers??? Ganhou o cd mais estourado do momento: CALIFORNICATION...

OTHERSIDE por inúmeras vezes testemunhou brindes a Baco naquela noite invernal na “paradise city”. E Marina ali. O álcool no corpo da amiga não a deixou mais com medo do que o homem amado pensaria dela se ficasse na maior onda com Marina, e quando ela viu, estava relaxadíssima, divertindo-se com ela... estava tudo tão prazeroso... mas no fundo, o anjo da guarda de chupeta sobre seu regaço, a reprovava, ela sentia... mas lucidez o tempo todo cansa. E ela deixou-se embarcar e viajar nos efeitos dessa amizade proibida... Marina... Marina e vinho... vinho, vinho, vinho... Marina.

De repente, caos... a pobre moça olhava fixamente para um ponto na parede, visão turva, lábios sequiosos, alguma coisa estava acontecendo e seu anjo já havia ido dormir... Alguém disse: “Ela não está bem”, e não foi Marina. O homem amado aproximou-se dela e tomou suas mãos trêmulas e frias, tirando-a dali, guiando-a para um lugar seguro: a privada...

Que cena deprimente houve... ela ajoelhada, submissa àquele trono, expurgando o mal que seu corpo consumira. Vômito misturado às lagrimas que gritavam pelo perdão do amado, ele que estava ali em pé ao seu lado, enquanto Marina saiu de fininho e foi embora sem avisar... Maldita seja!!! Bem que seu amor avisou que essa vadia não prestava...

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A pobre moça acordou na manhã seguinte, na cama deles. Ele estava lindo, perfumado e havia feito o café da manhã, ela cheirava a lixo... Ela perguntou a ele como havia sido o fim da festa e ele disse que foi tudo bem... Ela disse que estava envergonhada e ele pediu pra que não esquentasse, acontecia... sorriu, destruída pelo efeito bombástico da noite anterior, pela ressaca moral, por ter caído na onda da Marina piranha... ela precisava de um banho.

E no dia que se seguiu, o amado cuidou dela, pediu Bifum pro almoço, viu TV com ela, acompanhou-a em uma festinha infantil... O anjo acordado juntinho deles, abençoando o casal... Ah, podia ser sempre assim, mas a recaída dele viria, ele estava doente e não sabia...

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Nesse dia “amigos” ligaram o dia todo pra ver se ela estava bem, outros até compareceram pra conferir... mas a Marina que é bom, desapareceu sem deixar vestígios.

Touro Mecânico Malvado...

Era uma vez... um lindo garoto chamado Lulu, que numa linda noite estrelada de sexta dançou quadrilha como um verdadeiro caipirinha da roça... quando a dança terminou, resolveu ir brincar no touro mecânico, aquele, que a mãe nunca o deixou ir porque morria de medo que ele se machucasse, sabem como é, mãe muito protetora, que não quer ver um arranhão no filho... mas nessa noite de sexta, a mãe se encontrava a mais de 800 km de distância longe de seu rebento... ele, com sua tia "topa-tudo" viu aí a oportunidade de realizar sua vontade de montar o terrível touro... mas aconteceu o pior... ele caiu fraturando seu bracinho esquerdo (ele é canhoto) em vários lugares, quase precisou de uma cirurgia... a mãe, ao ligar, ligação rotineira, ao saber o que aconteceu, ao se odiar por estar longe, não fez outra coisa senão chorar... como coração de mãe sofre!!!!!!!!!!!!!!!!!

( Escrito em 30 de junho de 2007 )

A Letra A...



"A letra A do seu nome
Abre essa porta e entra
Na mesma casa onde eu moro
Na mesa que me alimenta
A telha esquenta e cobre
Quando de noite ela deita
A gente pensa que escolhe
Se a gente não sabe inventa
A gente só não inventa a dor
A gente que enfrenta o mal
Quando a gente fica em frente ao mar
A gente se sente melhor
A abelha nasce e morre
E a cêra que ela engendra
Acende a luz quando escorre
Da vela que me orienta
Apenas os automóveis
Sem penas se movem e ventam
Certeza é o chão de um imóvel
Prefiro as pernas que me movimentam
A gente em movimento: amor
A gente que enfrenta o mal
Quando a gente fica em frente ao mar
A gente se sente melhor"
( Nando Reis )

My Hero!!!

Simplesmente ele... unicamente ele... poderosamente ele: herói, mestre, exemplo, atitude... somente ele: QUENTIN TARANTINO!!!